Signatários da FPESG conquistam 121 mandatos nas eleições de 2026, aponta levantamento

Estudo identifica 113 eleitos à Câmara, seis ao Senado e duas às assembleias legislativas; presença em 24 unidades da Federação evidencia o alcance nacional e suprapartidário da base histórica da Frente

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Os parlamentares que integram a base histórica de subscritores do registro da Frente Parlamentar ESG na Prática do Congresso Nacional (FPESG) conquistaram 121 mandatos titulares nas eleições de 2026, segundo levantamento documental com corte em 5 de outubro. O resultado reúne 113 eleitos à Câmara dos Deputados, seis ao Senado Federal e duas às assembleias legislativas, com representação nas cinco regiões do país.

Apresentado no relatório Eleições 2026 — Trajetórias que se renovam. Resultados que se ampliam., o levantamento examina o percurso eleitoral de 207 pessoas identificadas nos documentos relacionados à constituição e ao registro da Frente. O estudo utiliza esse universo histórico como referência, distinguindo-o da composição corrente da organização.

Dos 121 eleitos identificados, 119 conquistaram cadeiras no Congresso Nacional. Os outros dois resultados correspondem às eleições de Luiza Erundina, em São Paulo, e Maria Arraes, em Pernambuco, para as respectivas assembleias legislativas, conforme o relatório.

O levantamento registra, adicionalmente, Júnior Mano como primeiro suplente na chapa de Cid Gomes, eleito senador pelo Ceará. Essa participação aparece em categoria própria, sem ser somada aos mandatos titulares.

“São resultados eleitorais, não avaliação de programas”, ressalta o documento ao delimitar o significado dos indicadores. A distinção permite reconhecer a presença institucional dos subscritores sem atribuir ao resultado das urnas uma aprovação automática de propostas ou políticas associadas à agenda ESG.

 

Presença nacional e diversidade partidária

Na Câmara dos Deputados, os 113 eleitos identificados pelo estudo estão distribuídos por 24 unidades da Federação. São Paulo concentra o maior número, com 17 parlamentares, seguido pela Bahia, com 12; pelo Rio Grande do Sul, com 11; e por Minas Gerais, com nove.

A distribuição regional aponta 41 eleitos no Nordeste, 35 no Sudeste, 19 no Sul, 11 no Norte e sete no Centro-Oeste. Os números consideram o estado pelo qual cada parlamentar foi eleito em 2026, preservando eventuais diferenças em relação à unidade da Federação registrada na documentação histórica da Frente.

O levantamento também identifica representantes de 17 partidos entre os eleitos à Câmara. A composição reúne legendas de diferentes campos políticos e reforça o caráter suprapartidário do universo examinado.

Essa diversidade constitui uma base potencial para o diálogo legislativo sobre sustentabilidade, responsabilidade social e governança. A transformação dessa presença em iniciativas concretas dependerá, contudo, da articulação parlamentar, da definição de prioridades e da construção de convergências na próxima legislatura.

 

Seis signatários eleitos ao Senado

O relatório identifica seis eleições titulares ao Senado: Dr. Fernando Máximo, por Rondônia; Júlio Cesar, pelo Piauí; Luizianne Lins, pelo Ceará; Humberto Costa, por Pernambuco; Marcelo Castro, pelo Piauí; e Rogério Carvalho, por Sergipe. Os seis nomes constam da relação de eleitos publicada pela Agência Senado. 

Humberto Costa, Marcelo Castro e Rogério Carvalho renovam seus mandatos senatoriais. Dr. Fernando Máximo, Júlio Cesar e Luizianne Lins, por sua vez, levam ao Senado trajetórias que aparecem documentadas na base de subscritores da Câmara examinada pelo estudo.

A presença desses parlamentares nas duas Casas cria possibilidades de interlocução em diferentes etapas do processo legislativo. Projetos aprovados por uma Casa passam, em regra, pela análise da outra, o que torna a articulação entre deputados e senadores relevante para a continuidade das propostas.

Os senadores escolhidos em 2026 terão mandatos de oito anos, entre 1º de fevereiro de 2027 e 31 de janeiro de 2035, conforme informa a Agência Senado. 

 

Trajetórias alcançam também os legislativos estaduais

As eleições de Luiza Erundina e Maria Arraes para as assembleias de São Paulo e Pernambuco, respectivamente, são apresentadas pelo relatório como resultados positivos em outro nível de representação legislativa.

A identificação dessas trajetórias amplia o olhar para além do Congresso. Temas ligados à sustentabilidade e à governança também passam por decisões estaduais, envolvendo planejamento, orçamento, fiscalização e políticas públicas.

A presença de subscritoras da base histórica nesses espaços oferece possibilidades de intercâmbio institucional. O levantamento, entretanto, não apresenta as parlamentares como integrantes de novas frentes estaduais nem antecipa compromissos de atuação conjunta.

 

Flávio Nogueira e a continuidade da articulação parlamentar

Entre os resultados destacados pelo estudo está a eleição de Flávio Nogueira, pelo Piauí, para a Câmara dos Deputados. O relatório registra 97.584 votos e o apresenta como presidente da FPESG.

No cadastro oficial da Câmara, Flávio Nogueira é identificado como coordenador da Frente Parlamentar ESG na Prática do Congresso Nacional. A página registra a publicação da Frente no Diário da Câmara dos Deputados em 14 de agosto de 2024. 

Sua permanência na Câmara representa um elemento de continuidade para a interlocução da Frente. A composição e a organização de sua atuação na próxima legislatura dependerão dos procedimentos e das articulações correspondentes ao novo período parlamentar.

 

Suplência e mandatos em curso recebem tratamento próprio

Além dos seis senadores eleitos como titulares, o estudo registra Júnior Mano na primeira suplência da chapa de Cid Gomes, no Ceará. O documento diferencia essa condição da conquista de uma cadeira titular: a suplência integra a chapa eleita, mas não implica exercício imediato do mandato.

O relatório também destaca Beto Faro, do Pará; Dr. Hiran, de Roraima; e Teresa Leitão, de Pernambuco, como senadores titulares com mandatos de 2023 a 2031. Esses três nomes não entram na soma dos 121 eleitos em 2026.

A separação entre eleição titular, suplência e mandato em curso é central para a leitura dos resultados. Ela evita somar situações institucionais distintas e permite compreender com precisão tanto os novos mandatos quanto as trajetórias que continuam no Senado.

 

Como o levantamento foi construído

O universo documental reúne 198 nomes de deputados e nove de senadores. No conjunto referente à Câmara, o relatório distingue 193 assinaturas confirmadas na conferência documental e cinco classificadas como fora do exercício naquele momento. Por essa razão, o total de 207 corresponde às pessoas examinadas, e não a 207 assinaturas parlamentares validadas na mesma categoria.

O estudo informa ter cruzado nomes parlamentares, nomes civis, nomes de urna, estados e cargos disputados, com atenção a mudanças de grafia, de partido, de unidade da Federação e de função legislativa.

Entre os subscritores identificados como candidatos à Câmara em 2026, o relatório localizou 165 candidaturas ao cargo e 113 eleitos, uma proporção de 68,48%. Esse indicador se refere especificamente às candidaturas localizadas para deputado federal; não corresponde a uma taxa de eleição calculada sobre todas as 207 pessoas do universo histórico.

“O registro original orienta o estudo”, sintetiza o material de apresentação. O critério mantém o foco nos nomes documentados no processo constitutivo da Frente e evita substituir esse recorte pela lista atual de integrantes.

 

Das urnas à agenda legislativa

Os resultados apontados pelo levantamento oferecem uma referência para a organização do diálogo institucional da FPESG no próximo ciclo parlamentar. A presença de subscritores em diferentes partidos, regiões e níveis legislativos permite identificar interlocutores e acompanhar a continuidade de suas trajetórias públicas.

O desafio seguinte será converter essa possibilidade de interlocução em trabalho legislativo verificável: definição de prioridades, discussão de propostas, acompanhamento de políticas públicas e transparência sobre as iniciativas desenvolvidas.

Nesse contexto, a agenda ambiental, social e de governança encontra no Parlamento um espaço de debate sobre os instrumentos necessários à sua aplicação. O alcance eleitoral identificado pelo estudo ajuda a dimensionar a base histórica desse diálogo, enquanto os resultados concretos dependerão das decisões e ações que vierem a ser construídas.

A relação nominal, os critérios de classificação e os indicadores estão reunidos no relatório e no carrossel de apresentação do levantamento.

 

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