O movimento suprapartidário Mulheres que Pensam o Brasil deu continuidade à sua agenda nacional de diálogo para as eleições de 2026 com a apresentação da Carta das Mulheres para a Política ao pré-candidato à Presidência da República Augusto Cury.
O encontro, que ocorreu no Salão Nobre Kofi Annan, na sede do Instituto Global ESG em Brasília, marcou o início de uma série de agendas institucionais destinadas a apresentar o documento a diferentes candidaturas e lideranças nacionais, com o objetivo de inserir no debate público propostas voltadas ao fortalecimento da participação política das mulheres e ao aperfeiçoamento das políticas públicas relacionadas à igualdade de oportunidades.
Construída de forma colaborativa por mulheres de diferentes áreas de atuação, regiões e experiências profissionais, a Carta consolida contribuições destinadas a ampliar a presença feminina nos espaços de poder e decisão, reafirmando o compromisso com o fortalecimento da democracia, da representatividade e da participação cidadã.
Mais do que a entrega de um documento, a reunião foi concebida como um espaço institucional de escuta e diálogo. Durante o encontro, foram apresentadas propostas que poderão subsidiar a construção de programas de governo comprometidos com o fortalecimento da liderança feminina, a ampliação da participação política das mulheres e a promoção de políticas públicas voltadas à igualdade de oportunidades.
“A política que queremos construir começa pelo diálogo”, destaca a mensagem institucional da iniciativa, que defende uma aproximação permanente entre a sociedade civil organizada e os atores responsáveis pela formulação das políticas públicas nacionais.
A agenda integra um movimento mais amplo que pretende apresentar a Carta a outras candidaturas à Presidência da República ao longo do processo eleitoral de 2026, permitindo que as propostas elaboradas coletivamente possam contribuir para o debate democrático e para a construção de compromissos públicos voltados ao fortalecimento da participação feminina.
O encontro também evidenciou o caráter plural da iniciativa, construída a partir da contribuição de centenas de mulheres, especialistas, pesquisadoras, lideranças e representantes de diferentes organizações da sociedade civil. Segundo os organizadores, a diversidade de perspectivas constitui um dos principais diferenciais da Carta, concebida como um instrumento permanente de diálogo institucional.
A iniciativa reforça uma agenda que vem sendo desenvolvida pelo Movimento Mulheres que Pensam o Brasil e por suas entidades parceiras em torno da valorização da liderança feminina, da governança democrática e da ampliação da presença das mulheres nos espaços de formulação de políticas públicas.
Nos últimos meses, essa mobilização também foi marcada por iniciativas voltadas ao fortalecimento da liderança feminina em diferentes áreas, entre elas o evento Mulheres que Pensam o Brasil, realizado tanto na Câmara dos Deputados, quanto no Senado Federal, oportunidades em que lideranças femininas dos setores público, privado, acadêmico e da sociedade civil debateram temas relacionados à participação política, governança, desenvolvimento sustentável e protagonismo das mulheres.
Ao final do encontro com Augusto Cury, os organizadores reiteraram que a Carta continuará sendo apresentada a diferentes candidaturas e lideranças nacionais, consolidando um canal permanente de diálogo entre a sociedade civil e os futuros formuladores de políticas públicas.
Entidades envolvidas
A iniciativa reúne organizações comprometidas com o fortalecimento da participação feminina, da democracia e da governança pública, entre elas:
A articulação entre essas instituições busca promover uma agenda colaborativa de construção de propostas, diálogo institucional e fortalecimento da representatividade feminina nos processos decisórios nacionais.