A valorização de experiências práticas de implementação do ESG como instrumento de aceleração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) está entre as propostas priorizadas pela sociedade durante a Etapa Digital da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada por meio da Plataforma Brasil Participativo, do Governo Federal.
A iniciativa foi construída durante a etapa livre “Legado Kofi Annan: Governança, Sustentabilidade e Impacto no Brasil” e passa agora a integrar o conjunto de proposições que serão debatidas na etapa nacional da Conferência, em Brasília.
A proposta parte da compreensão de que a transição para modelos de desenvolvimento mais sustentáveis depende não apenas da formulação de diretrizes, políticas públicas e marcos regulatórios, mas também da disseminação de experiências concretas capazes de demonstrar resultados mensuráveis e soluções replicáveis.
O objetivo é reconhecer, sistematizar e ampliar a visibilidade de iniciativas que já produzem impactos positivos em áreas como governança corporativa, inovação, economia circular, inclusão social, transição energética, educação, gestão climática, desenvolvimento territorial, geração de renda e conservação ambiental.
Os proponentes defendem que casos práticos possuem papel estratégico na aceleração da Agenda 2030 por aproximarem conceitos técnicos da realidade de organizações, gestores públicos, investidores, empreendedores e cidadãos, transformando referências teóricas em modelos concretos de implementação.
A proposta também busca estimular ambientes de compartilhamento de conhecimento, cooperação interinstitucional e intercâmbio de boas práticas, fortalecendo redes de inovação e ampliando a capacidade de multiplicação de experiências bem-sucedidas em diferentes regiões do país.
Outro aspecto destacado é o potencial dos casos práticos para apoiar processos de capacitação, formulação de políticas públicas e tomada de decisão baseada em evidências, contribuindo para ampliar a efetividade das iniciativas relacionadas ao desenvolvimento sustentável.
A construção da proposta contou com contribuições relacionadas a experiências empresariais, projetos de impacto socioambiental, iniciativas de inovação e programas voltados à formação de profissionais e lideranças para atuação na agenda ESG.
A relatoria está vinculada ao executivo Leonardo Mercante, da Suzano, com participação de especialistas e representantes de iniciativas debatidas em fóruns nacionais e internacionais relacionados à sustentabilidade, incluindo discussões associadas à COP30 e a projetos voltados à formação profissional para a agenda ESG.
Com a priorização obtida junto à sociedade por meio da Plataforma Brasil Participativo, a proposta passa a integrar oficialmente os debates da etapa nacional da Conferência dos ODS, reforçando a importância da implementação prática como elemento essencial para o cumprimento da Agenda 2030.
Outras propostas da etapa “Legado Kofi Annan”
Além da valorização de experiências práticas de implementação do ESG, a etapa livre também teve priorizadas pela sociedade propostas voltadas ao reconhecimento do Sistema de Inventário de Ciclo de Vida (SICV Brasil) como plataforma nacional de dados sustentáveis; ao fortalecimento do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável (MRESG); à criação do Conselho Permanente de Alinhamento e Parametrização entre ESG e ODS; ao reconhecimento do dia 8 de abril como Dia Internacional do ESG para o Desenvolvimento Sustentável; e à incorporação do ESG como instrumento de prosperidade, educação e formação de lideranças para a Agenda 2030.