Representando o Instituto Global ESG, a diretora de Relações Institucionais e Governamentais, Ana Clara Moura, acompanhou o evento, reforçando a importância do diálogo qualificado entre diferentes setores para a construção de soluções concretas e sustentáveis.
A programação foi estruturada em dois painéis centrais. O primeiro, com a participação de nomes como Arnaldo Jardim, Alexandre Strapasson e André Luís Ferreira, discutiu “O lugar do Brasil no mapa global da transição”. Já o segundo painel abordou “Da vantagem natural à liderança econômica e tecnológica”, com especialistas como Bruna Mascotte, Clinger Barros e Erick Lima.
Ao longo dos debates, ficou evidente que, embora o Brasil possua uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, esse diferencial, por si só, não garante protagonismo global. Entre os principais entraves apontados estão a necessidade de maior previsibilidade regulatória, incentivos econômicos mais estruturados e políticas públicas integradas.
Entre os temas centrais discutidos, destacaram-se:
* o impacto socioambiental das políticas energéticas;
* a importância da avaliação ambiental estratégica;
* mecanismos de incentivo creditício e tributário;
* o papel do Estado na agenda de minerais críticos para a transição energética;
* a necessidade de políticas setoriais articuladas com planejamento territorial;
* maior participação da academia na formulação de políticas públicas;
* qualificação da mão de obra;
* e a construção de uma estrutura fiscal robusta e de longo prazo para fortalecer o ambiente de negócios.
Para Ana Clara Moura, o evento reforça o momento decisivo vivido pelo país:
“Debates como este demonstram que o Brasil tem não apenas potencial, mas responsabilidade de transformar suas vantagens naturais em desenvolvimento sustentável concreto. Parabenizo os realizadores pela qualidade e profundidade das discussões, que apontam caminhos reais para a construção de um ambiente de negócios seguro, estável e alinhado às melhores práticas ESG. É esse alinhamento que permitirá ao país avançar com competitividade, responsabilidade social e respeito ambiental.”
A diretora também destacou a relevância da integração entre conhecimento técnico e formulação de políticas públicas:
“A participação da academia é fundamental nesse processo. O Instituto Global ESG valida e incentiva essa aproximação, sendo parceiro de instituições como UFMS, FAPEC, FGV e IBICT, fortalecendo a construção de soluções baseadas em evidências e inovação.”
A iniciativa reforça que o desafio brasileiro não está apenas em manter uma matriz energética limpa, mas em transformar esse ativo em liderança econômica, tecnológica e diplomática — conectando sustentabilidade, desenvolvimento e competitividade em escala global.