30/01/2024 às 08h00min - Atualizada em 30/01/2024 às 08h00min

Novas diretrizes de governança elevam padrões de sustentabilidade e responsabilidade social nas companhias abertas do Brasil

Corporações estão mais abertas e preocupadas em divulgar informações ESG ao mercado, aponta estudo

Willian Oliveira
Willian Oliveira
Envato
Um estudo recente do ACI Institute, da KPMG, intitulado "A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais", destaca uma tendência crescente na adoção e divulgação de práticas ESG (Ambiental, Social e Governança) pelas empresas brasileiras.  A pesquisa mostra que 76% das companhias abertas no Brasil agora incluem informações ESG em seus formulários de referência, marcando um aumento de 12% em relação à edição anterior do estudo.  Este aumento reflete uma maior preocupação com a transparência e a adoção de práticas sustentáveis. A análise baseou-se em 282 formulários de referência de companhias abertas, com mais da metade (65%) dessas empresas vinculando a remuneração variável de seus conselhos de administração e executivos de alto nível (C-level) a indicadores ESG.

Além disso, houve um avanço significativo nas empresas que possuem informações ESG auditadas ou revisadas por entidades independentes - um salto de 43% em 2019 para 57% atualmente. Esta tendência sublinha a importância crescente da responsabilidade corporativa no cenário empresarial brasileiro. Entre as práticas mais comuns adotadas pelas empresas, destacam-se a realização de inventários de emissão de gases de efeito estufa por 66% das empresas e a consideração de uma matriz de materialidade e/ou indicadores-chave de desempenho ESG por 91% delas. A maioria dessas empresas segue as diretrizes da Global Reporting Initiative (GRI) para o reporte de dados ESG, com 96% aderindo a este padrão. O estudo também revela que 91% das companhias adotam políticas formalizadas de gerenciamento de riscos, e 82% possuem áreas específicas dedicadas a essa função.

Os principais riscos relatados incluem questões financeiras, condições de mercado, riscos operacionais, segurança cibernética e execução de estratégias de negócios. Notavelmente, houve um aumento na avaliação do desempenho dos conselhos de administração e de seus membros individualmente. Além disso, 40% dos conselheiros são independentes, e 91% das empresas contam com uma área de auditoria interna reportando-se diretamente ao conselho. Um aspecto crucial que ainda exige atenção é a representação de gênero nos conselhos de administração, com apenas 16% dos cargos ocupados por mulheres.

Apesar disso, houve uma leve redução no número de empresas sem nenhuma mulher no conselho. A 18ª edição deste estudo abrangente incluiu empresas listadas em segmentos de governança diferenciados da B3 e aquelas com as maiores receitas líquidas, cobrindo uma ampla gama de setores.

Esses dados ressaltam a crescente importância das práticas ESG no cenário corporativo brasileiro, indicando um movimento positivo rumo a uma maior responsabilidade social e sustentabilidade nas operações empresariais.

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