A missão internacional realizada em Taiwan, no âmbito da participação na Smart City Summit & Expo e na Net Zero City Expo, consolidou o Brasil como destino estratégico para investimentos de alta tecnologia e reforçou o papel do Instituto Global ESG na articulação institucional com grandes players globais.
Com atuação direta na agenda internacional, o Instituto Global ESG integrou as articulações com empresas como Foxconn, ASUS e TSMC, contribuindo para a identificação de oportunidades concretas de investimento e para a construção de pontes institucionais entre o Brasil e o ecossistema tecnológico asiático.
O relatório circunstanciado da missão, elaborado pela diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG, Paola Comin, destaca que a presença brasileira nos eventos — que reuniram mais de 170 mil participantes de mais de 70 países — teve caráter estratégico, com foco na atração de investimentos estruturantes e na inserção do país nas cadeias globais de inovação.
Um dos pontos centrais da agenda foi a aproximação com a Foxconn, maior fabricante de eletrônicos do mundo, que incluiu visita técnica às instalações industriais da companhia e reuniões voltadas à avaliação de expansão de operações no Brasil.
Durante os encontros, a empresa sinalizou interesse concreto na instalação de uma nova planta industrial no país, além da possível criação de um centro de inteligência artificial. As tratativas já apresentam desdobramentos no Brasil, com reuniões preparatórias e interlocução com autoridades locais para identificação de territórios com maior capacidade de absorção desses investimentos.
Segundo Paola Comin, a missão permitiu avançar de forma concreta na transição entre diálogo institucional e oportunidades reais de investimento.
“A missão em Taiwan demonstrou, na prática, que o Brasil já está no radar de grandes empresas globais de tecnologia. Mais do que agendas institucionais, houve sinalizações objetivas de interesse em investimentos, especialmente em inteligência artificial, semicondutores e infraestrutura digital, o que exige agora um esforço coordenado para transformar essas oportunidades em projetos estruturantes”, afirma.
A análise técnica do relatório aponta que fatores estruturais posicionam o Brasil de forma competitiva nesse cenário, como a abundância de recursos hídricos — essencial para data centers e sistemas de inteligência artificial — e a matriz energética limpa, cada vez mais demandada por grandes corporações globais.
Por outro lado, também foram identificados desafios relevantes, especialmente no campo regulatório e tributário, que podem influenciar diretamente a decisão de investimento das empresas, incluindo aspectos relacionados à reforma tributária, à tributação sobre insumos e à adaptação a normas internacionais.
Além da Foxconn, a missão também avançou em articulações com a ASUS, que manifestou interesse em desenvolver projetos estruturantes no Brasil, incluindo iniciativas voltadas à criação de cidades baseadas em inteligência artificial, e com a TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo, que avalia o país como potencial destino para expansão industrial.
Para o Instituto Global ESG, a missão reforça seu papel como plataforma de articulação internacional e de apoio à construção de agendas estruturantes para o país.
“A atuação institucional é fundamental para conectar essas oportunidades ao ambiente brasileiro, seja no apoio técnico, na articulação com entes públicos ou na estruturação de projetos que deem segurança e previsibilidade aos investidores”, acrescenta Paola Comin.
O relatório conclui que há uma janela concreta para o Brasil se posicionar como hub global de inovação, especialmente nos segmentos de semicondutores, inteligência artificial e infraestrutura digital, desde que haja alinhamento entre condições estruturais, ambiente regulatório e coordenação institucional.
Nesse cenário, o Instituto Global ESG se consolida como um dos atores relevantes na mediação entre o Brasil e o ecossistema internacional de inovação, contribuindo para transformar articulações estratégicas em oportunidades concretas de desenvolvimento econômico e tecnológico.