Uma agenda voltada ao fortalecimento da representatividade feminina na política brasileira ganhou destaque no Supremo Tribunal Federal (STF), reunindo lideranças e organizações comprometidas com a ampliação da participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.
A iniciativa “Mulheres que Pensam o Brasil”, apresentada pela advogada Gabriela Rollemberg, CEO da Quero Você Eleita (QVE), em diálogo institucional com a ministra Cármen Lúcia, propõe medidas estruturantes para enfrentar os desafios históricos de sub-representação feminina no país.
Entre as propostas centrais está a destinação de multas eleitorais para ações suprapartidárias voltadas à formação, capacitação e fortalecimento de lideranças femininas. A medida busca criar um mecanismo contínuo de incentivo à participação política das mulheres, com foco em qualificação técnica e acesso a espaços estratégicos de decisão.
A articulação reúne organizações da sociedade civil que atuam de forma integrada na promoção da agenda de equidade de gênero e governança, como o Instituto Global ESG, Elas Pedem Vista, Elas no Poder, IGCP, Rede Governança Brasil (RGB) e o RIG – Mulheres em Relações Governamentais. O movimento consolida uma frente plural, com diferentes perspectivas institucionais, mas convergente na defesa do fortalecimento democrático por meio da ampliação da participação feminina.
A proposta dialoga com um contexto mais amplo de discussão sobre a qualidade da democracia brasileira e a necessidade de maior diversidade nos processos decisórios. Dados recorrentes indicam que, apesar de avanços recentes, as mulheres ainda ocupam uma parcela minoritária dos cargos eletivos e de liderança no país.
Nesse cenário, a iniciativa busca ir além da ampliação numérica da presença feminina, propondo uma abordagem baseada em influência qualificada, construção coletiva e participação ativa na formulação de políticas públicas.
Ao aproximar sociedade civil organizada e instituições do sistema de justiça, a agenda reforça a importância de soluções estruturais e interinstitucionais para a promoção da igualdade de gênero na política, apontando caminhos para um modelo de desenvolvimento mais inclusivo e representativo.