Senado Federal recebe articulação suprapartidária em defesa da ampliação da participação feminina na política

Movimento reúne lideranças da política, do Judiciário e da sociedade civil para construção da Carta das Mulheres para a Política, com propostas voltadas às eleições de 2026, ao enfrentamento da violência política de gênero e ao fortalecimento da presença feminina nos espaços de decisão

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O Senado Federal recebeu, em Brasília, uma agenda suprapartidária voltada à mobilização institucional em torno do projeto “Mulheres que Pensam o Brasil” e da construção coletiva da Carta das Mulheres para a Política. A iniciativa foi conduzida pelo Instituto Global ESG em conjunto com organizações e movimentos parceiros, entre eles Quero Você Eleita, Elas Pedem Vista e Elas no Poder, reunindo lideranças femininas da política, do sistema de Justiça, da sociedade civil organizada e de diferentes ambientes institucionais comprometidos com o fortalecimento da participação das mulheres nos espaços de decisão do país.

A articulação antecede o encontro nacional, dedicado à elaboração do documento que reunirá propostas concretas voltadas ao fortalecimento da participação feminina nas eleições de 2026, ao enfrentamento da violência política de gênero, ao combate à desinformação e à ampliação da presença das mulheres em ambientes de poder e formulação institucional.

Representaram o Instituto Global ESG na agenda Ana Clara Moura, diretora de relações institucionais e governamentais, e Paola Comin, diretora de relações internacionais, que participaram das articulações realizadas junto a parlamentares e lideranças femininas para apresentação dos objetivos do projeto e convite formal à participação na construção da Carta das Mulheres para a Política.

A mobilização possui caráter suprapartidário e interinstitucional, reunindo representantes de diferentes correntes políticas, movimentos femininos, instituições públicas e organizações da sociedade civil em torno de uma agenda voltada à ampliação da representatividade feminina e ao fortalecimento democrático.

O documento em construção deverá consolidar diretrizes, propostas e compromissos relacionados à equidade de gênero, fortalecimento democrático e criação de condições mais efetivas para ampliação da presença feminina em posições estratégicas e eletivas.

“A construção da Carta representa um movimento coletivo voltado à consolidação de compromissos concretos para ampliar a participação das mulheres na política e fortalecer ambientes institucionais mais plurais, representativos e democráticos”, destacaram representantes da articulação.

A advogada Gabriela Rollemberg, fundadora do movimento Quero Você Eleita e uma das articuladoras da mobilização, ressaltou a importância de transformar representatividade em compromisso institucional permanente.

“A presença feminina nos espaços de decisão não pode ser tratada apenas como pauta simbólica. É uma necessidade democrática, institucional e social. Precisamos construir mecanismos concretos que garantam mais participação, proteção e oportunidades para as mulheres na política”, afirmou.

Ana Clara Moura destacou que o fortalecimento da participação feminina exige articulação permanente entre instituições, sociedade civil e lideranças comprometidas com o aperfeiçoamento democrático.

“Estamos falando de uma construção coletiva voltada à consolidação de políticas, instrumentos e compromissos capazes de ampliar a presença das mulheres nos espaços de decisão e fortalecer a democracia brasileira de forma estrutural e permanente”, declarou.

Paola Comin ressaltou a importância da integração entre diferentes redes femininas e ambientes institucionais para ampliar o alcance das propostas construídas coletivamente.

“A construção de pontes entre lideranças, movimentos e instituições é fundamental para transformar participação em efetiva capacidade de incidência política e institucional. O fortalecimento da liderança feminina passa pela cooperação, pelo diálogo e pela construção conjunta de soluções”, afirmou.

As discussões também envolvem temas relacionados à proteção das mulheres no ambiente digital, enfrentamento à disseminação de desinformação direcionada a candidaturas femininas, fortalecimento de políticas públicas de formação política e ampliação de instrumentos de incentivo à participação das mulheres em posições estratégicas.

O encontro nacional deverá reunir lideranças femininas de diferentes regiões do país para consolidação da Carta das Mulheres para a Política, documento que será apresentado como contribuição ao debate público nacional sobre democracia, participação política, governança e equidade de gênero.

A construção coletiva da Carta é vista pelas organizações participantes como um passo relevante para fortalecer a conexão entre participação feminina, desenvolvimento institucional e aperfeiçoamento democrático, consolidando uma agenda permanente voltada à ampliação da presença das mulheres nos espaços de liderança e decisão no Brasil.


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