Você sabia que existe o Dia Internacional da Criança Africana?
Data foi instituída pela Organização da União Africana, em 1991, depois de uma manifestação estudantil que resultou em muitas vítimas
Pexels
Participe do nosso Canal no Whatsapp — Acessar O Dia da Criança Africana remonta a tristes e chocantes acontecimentos, ocorridos no ano de 1976. Em 16 de junho daquele ano, a cidade de Joanesburgo, na África do Sul, presenciou o sangrento massacre de Soweto.
Na ocasião, milhares de estudantes protestavam contra a baixa qualidade de ensino no país e a obrigatoriedade do idioma africâner, utilizado apenas por uma minoria branca. A manifestação, que tinha cunho pacífico, sofreu uma violenta e brutal repressão policial.
A catástrofe culminou em dias de motins, protestos e revoltas, somando centenas de mortos e feridos. Entre eles, um número incontável de crianças, adolescentes e jovens entre 10 e 20 anos de idade.
Diante da tragédia, em 1991, foi instituído pela Organização da Unidade Africana (OUA) o Dia da Criança Africana. Essa data nos faz refletir sobre a necessidade urgente de se proteger os pequenos e pequenas contra todas as formas de violência.
Além disso, a data é também um importante marco da luta por uma educação de qualidade, que respeite a cultura, a origem e as histórias de todas as crianças. Especialmente, as africanas!
A necessidade de equidade para a criança africana
Segundo o dicionário Michaelis, equidade é o termo utilizado para definir a “disposição para reconhecer imparcialmente o direito de cada um”. Ou seja, não estamos falando, aqui, de proporcionar a mesma atenção para todas as pessoas.
Ao invés disso, a equidade é estabelecida para garantir a justiça e defender o acesso aos direitos de maneira individual. Isso porque, apesar de todos possuírem direitos, nem todo mundo precisa (ou deve) ser tratado da mesma forma.
Nesse sentido, o Dia da Criança Africana nos faz compreender que os pequenos e pequenas africanas têm dores, necessidades e lutas que são únicas. Afinal, ainda hoje, muitas crianças africanas são vítimas da violência, da pobreza e da desnutrição, por exemplo.
Somente em 2022, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), 2 milhões de crianças correm o risco de morrer de fome na região do Chifre da África, onde uma seca severa assola a região. Além disso, é importante falar sobre as crianças africanas refugiadas, sobretudo as meninas, que representam quase metade dos menores que vivem fora de seus países de origem.
Por tudo isso, é fundamental reforçar que o Dia da Criança Africana não se resume apenas à uma lembrança do passado. Ao contrário, reforça a importância da luta de toda sociedade para garantir o futuro de tantos pequenos e pequenas!
Entre em nosso Grupo Whatsapp
Participar
FONTE: ONU