Marisa Prado estreia como colunista do Portal Global ESG com análise sobre integração entre ODS e ESG

Gestora de Sustentabilidade e ESG na Embrapa discute convergências entre agendas globais e corporativas e os desafios da governança na implementação estratégica

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A Gestora de Sustentabilidade e ESG na Embrapa, Dra. Marisa Prado, estreia como colunista do Portal Global ESG com o artigo “ODS e ESG: o que mais, além do ‘S’, em comum?”, no qual propõe uma reflexão técnica e estratégica sobre as interseções — e, sobretudo, as distinções — entre duas das principais agendas contemporâneas de sustentabilidade.

Responsável pela coordenação do programa “Embrapa ESG na Prática”, iniciativa desenvolvida em cooperação com o Instituto Global ESG, Marisa inaugura sua participação no portal com uma análise que busca qualificar o debate e superar leituras simplificadoras sobre o tema.

Logo na abertura, a autora questiona uma percepção recorrente no ambiente corporativo e institucional: a de que a principal conexão entre ESG e ODS estaria concentrada no pilar social. Para ela, essa leitura é reducionista e pode comprometer a efetividade das estratégias organizacionais.

“As agendas são distintas em sua origem, natureza, escala e lógica operacional. Entretanto, são convergentes e complementares. Tratá-las como sinônimos, ou como distantes ou dissonantes, é um equívoco que compromete a compreensão de ambas e, sobretudo, a capacidade das organizações de extrair valor de cada uma delas”, afirma.

No artigo, Marisa contextualiza o ESG como uma agenda de natureza organizacional, voltada à incorporação de critérios ambientais, sociais e de governança na gestão e nas decisões de investimento, enquanto os ODS são apresentados como uma agenda global, multilateral e estruturada a partir da Agenda 2030 das Nações Unidas.

A distinção, no entanto, não representa um obstáculo — ao contrário, segundo a autora, é o ponto de partida para a construção de uma integração estratégica consistente. “Os ODS oferecem direção e contexto de urgência global, enquanto o ESG oferece a arquitetura para a execução no nível organizacional”, sintetiza.

Um dos principais eixos do texto está na centralidade da governança — o “G” do ESG — como elemento estruturante dessa conexão. Para Marisa, é a governança que permite transformar metas globais em indicadores concretos de desempenho, integrando sustentabilidade às decisões corporativas, aos mecanismos de gestão de risco e aos sistemas de incentivo.

“É o ‘G’ do ESG que tem força para permitir que os ODS saiam do papel. A governança é o motor que traduz a meta global em indicador de desempenho, e o indicador em decisão de investimento, política de compras e critério de remuneração”, destaca.

A autora também chama atenção para os riscos de desconexão entre as agendas, fenômeno que pode levar ao avanço de indicadores ESG sem impacto real nos desafios globais ou, em sentido inverso, à manutenção dos ODS como discurso dissociado da prática organizacional. Nesse cenário, alerta para o risco de práticas como o greenwashing ou o chamado “SDG-washing”.

O artigo propõe, como caminho, a construção de “pontes e vias de mão dupla” entre as agendas, com integração deliberada entre métricas globais e indicadores organizacionais, incorporando essa conexão aos planos estratégicos, à governança corporativa e aos sistemas de monitoramento e prestação de contas.

Ao final, a autora reforça que a integração entre ODS e ESG não é apenas uma escolha conceitual, mas uma decisão estratégica que distingue organizações orientadas por conformidade daquelas comprometidas com impacto real. “ODS orientam o ‘para onde’. ESG estrutura o ‘como’. Integrar os dois é a visão que separa quem faz sustentabilidade por obrigação de quem faz por transformação”, conclui.

 

Perfil da autora

Dra. Marisa Prado atua como Supervisora de Sustentabilidade Corporativa da Embrapa, onde lidera iniciativas voltadas à integração de critérios ESG na gestão institucional. À frente do programa “Embrapa ESG na Prática”, desenvolvido em parceria com o Instituto Global ESG, tem atuação destacada na construção de modelos aplicados de governança sustentável no setor público.

Sua trajetória reúne experiência técnica e estratégica na articulação entre agendas globais de desenvolvimento sustentável e práticas organizacionais, com foco na geração de valor, na mensuração de impacto e na consolidação de estruturas de governança orientadas à sustentabilidade.

 

Acesse o artigo completo:

https://globalesg.com.br/coluna/55/ods-e-esg-o-que-mais-alem-do-s-em-comum


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