A Escola Tardezinha de Música, no Complexo da Penha, Zona Norte do Rio de Janeiro, recebeu representantes do Instituto Global ESG em uma visita técnica que evidenciou o impacto social e cultural da iniciativa.
As diretoras Ana Clara Moura (Relações Institucionais e Governamentais) e Natália Gomes (Comercial) — que também integram o ecossistema de impacto Arnone — conheceram de perto o trabalho desenvolvido pela iniciativa idealizada pelo cantor Thiaguinho e conduzida em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA).
A agenda permitiu contato direto com as crianças, educadores e gestores responsáveis por um dos projetos socioculturais de maior relevância na região.
Música como instrumento de transformação
Idealizada pelo cantor Thiaguinho — um dos artistas mais influentes da música brasileira contemporânea, cuja trajetória combina excelência técnica, identidade cultural e participação ativa em iniciativas sociais —, a Escola Tardezinha de Música nasceu como braço social do fenômeno “Tardezinha”. O projeto, que se expandiu de rodas de samba para grandes arenas por todo o país, consolidou-se também como plataforma de fomento à cultura e à juventude periférica.
No Complexo da Penha, a escola se estrutura como espaço de formação musical gratuita e de fortalecimento comunitário, usando a música como ferramenta de autonomia, autoestima e pertencimento. As atividades são oferecidas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, conectando direito à cultura, cidadania e desenvolvimento humano.
“A visita à Escola Tardezinha foi inspiradora. Ver de perto olhos brilhando, corações cheios de propósito e a força da música como vetor de futuro reafirma a importância desse trabalho”, afirmou Ana Clara Moura.
Ela acrescentou:
“O que testemunhamos ali não foi apenas ensino musical; foi acolhimento, foi construção de identidade, foi a prova de que a cultura salva, integra e projeta novas possibilidades de vida.”
Da mesma forma, Natália Gomes destacou o sentimento despertado pela experiência:
“Conhecer o Tardezinha ao lado da CUFA foi incrível. Trata-se de um projeto que desenvolve crianças, revela talentos e amplia horizontes.”
Em complemento, afirmou:
“A música rompe barreiras. Ela conecta, fortalece e abre caminhos onde antes havia silêncio. Ver essas crianças tocando, sorrindo e se reconhecendo como protagonistas é algo transformador.”
Cultura, propósito e responsabilidade socioambiental
A comitiva foi recebida por Grazi Caetano, Head de ESG da Tardezinha e consultora de sustentabilidade para o setor de entretenimento, e outros representantes do projeto. Ela apresentou a estrutura da escola, suas diretrizes pedagógicas e o impacto observado nas primeiras turmas. Para Grazi, integrar propósito, cultura e responsabilidade socioambiental ao entretenimento é uma agenda contemporânea que amplia o papel social do setor.
A Escola Tardezinha oferece aulas de canto, violão, cavaquinho, percussão, teoria musical e práticas coletivas. A abordagem combina formação técnica e desenvolvimento humano, reforçando identidade territorial, ampliando autoestima e estimulando a construção de projetos de vida.
O projeto parte do reconhecimento de que as favelas abrigam repertórios culturais únicos, vozes potentes e talentos muitas vezes invisibilizados. A música, nesse contexto, emerge como linguagem de resistência, afirmação e mobilidade social.
Território, protagonismo e pertencimento
Para o Instituto Global ESG e o ecossistema Arnone, a visita evidencia como cultura, educação e impacto social se articulam no território. A proposta valoriza raízes culturais, potencializa talentos e amplia caminhos de futuro para crianças e jovens.
“A Escola Tardezinha de Música não ensina apenas técnica. Ela resgata autoestima, fortalece identidade e devolve a capacidade de sonhar”, resumiu Ana Clara Moura.
A escola reforça que cada aluno é protagonista de sua própria história. Cada encontro é marcado por escuta, afeto e construção coletiva, consolidando um ambiente de pertencimento e desenvolvimento integral.
CUFA e Complexo da Penha: um ecossistema cultural potente
A parceria com a CUFA — organização reconhecida dentro e fora do Brasil por sua atuação em favelas — sustenta a capilaridade e a legitimidade comunitária do projeto. O Complexo da Penha, berço de intensas dinâmicas culturais, é também um dos territórios mais desafiadores em termos de desigualdade. Inserir ali uma escola de música estruturada, gratuita e voltada ao fortalecimento da juventude representa um marco para a região.
O Instituto Global ESG: missão, atuação e legado
O Instituto Global ESG é uma organização dedicada à promoção da sustentabilidade estratégica, da governança pública e privada e da integração entre políticas públicas, impacto social e desenvolvimento econômico. Atua de forma transversal entre instituições do Estado, setor privado, organismos internacionais e sociedade civil, promovendo articulação técnica, educação cidadã, cooperação interinstitucional e construção de agendas estruturantes de futuro.
O Instituto exerce também papel central no Movimento Interinstitucional ESG na Prática, criado para fortalecer, qualificar e coordenar agendas de sustentabilidade em escala nacional. O movimento nasceu inspirado no legado visionário do saudoso Kofi Annan, primeiro homem negro e africano a ocupar a Secretaria-Geral da ONU. Líder global por quase uma década e responsável por apresentar ao mundo o conceito de ESG em 2004, Annan deixou um marco histórico de governança, responsabilidade e compromisso com os direitos humanos.
O Movimento ESG na Prática se estrutura para preservar, qualificar e promover esse legado perante os Poderes, a iniciativa privada e a sociedade nacional e internacional, avançando com ferramentas e iniciativas de implementação efetiva da governança socioambiental (ESG) e da sustentabilidade.
O Instituto Global ESG integra, ainda, o ecossistema de impacto Arnone — formado por instituições, programas e iniciativas dedicadas a educação, governança, sustentabilidade, inovação e transformação social. Com atuação nacional estruturada e fortes cooperações internacionais, o Instituto se consolidou como referência em articulação interinstitucional, formação cidadã, produção de conhecimento aplicado e apoio a iniciativas de impacto.
Por meio de seus departamentos e lideranças, o ecossistema - que conecta os eixos de atuação legal, empresarial e institucional - busca fortalecer projetos que ampliem oportunidades, valorizem a cultura, promovam inclusão social e consolidem pontes entre territórios vulneráveis, sociedade civil, setor público e setor privado.