A agricultura regenerativa vem se consolidando como uma das principais estratégias globais para enfrentar simultaneamente os desafios das mudanças climáticas, da segurança alimentar, da conservação da biodiversidade e da sustentabilidade das cadeias produtivas. Essa discussão esteve no centro do Regenerative Agriculture Forum 2026, realizado em Piracicaba (SP), reunindo pesquisadores, especialistas, produtores rurais, representantes do setor produtivo, organizações da sociedade civil, investidores e formuladores de políticas públicas de diferentes países.
Promovido pelo Imaflora e pelo Global Landscapes Forum (GLF), o encontro consolidou-se como um importante espaço internacional de intercâmbio de experiências, apresentação de pesquisas e construção de soluções voltadas à transição para sistemas produtivos mais resilientes, sustentáveis e alinhados às exigências de uma economia de baixo carbono.
Representando o Grupo Arnone e os Institutos Global ESG e S Company, o engenheiro Iago Piramo acompanhou a programação técnica do evento, participando de painéis, debates e atividades voltadas à agricultura regenerativa, restauração ambiental, descarbonização, desenvolvimento sustentável e integração entre os setores público, privado, acadêmico e terceiro setor.
Ao longo da programação, foram debatidos temas relacionados à recuperação de solos, restauração de paisagens produtivas, preservação da biodiversidade, financiamento climático, rastreabilidade de cadeias produtivas, adaptação às mudanças climáticas e mecanismos para ampliar a adoção de práticas regenerativas em larga escala.
Os debates também destacaram a crescente importância da integração entre ciência, tecnologia, inovação e governança para acelerar a transformação dos modelos produtivos, especialmente diante dos compromissos globais relacionados ao clima, à neutralidade de carbono e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas.
Segundo Iago Piramo, um dos aspectos mais relevantes do fórum foi a diversidade dos atores envolvidos e a convergência de esforços em torno de soluções concretas para os desafios ambientais contemporâneos.
“Foi uma oportunidade de dialogar com pesquisadores, empresários, produtores rurais, estudantes e representantes do terceiro setor, todos reunidos em torno de um propósito comum. As discussões demonstraram que a agricultura regenerativa deixou de ser uma pauta setorial para se tornar uma agenda estratégica para o futuro da produção, da sustentabilidade e da segurança climática”, afirmou.
Para o engenheiro, o encontro evidenciou que a transição para modelos econômicos mais sustentáveis depende de uma atuação coordenada entre diferentes segmentos da sociedade.
“Saio do evento ainda mais convencido de que a agricultura regenerativa é uma ferramenta fundamental para o enfrentamento das mudanças climáticas. Estamos falando de uma abordagem que alia produtividade, conservação ambiental, geração de valor econômico e fortalecimento das comunidades. É uma agenda que exige cooperação e visão de longo prazo”, destacou.
Outro ponto enfatizado durante o fórum foi a necessidade de aproximar o ser humano da natureza e compreender a sustentabilidade não apenas como uma pauta ambiental, mas como um elemento estruturante do desenvolvimento econômico e social.
“O entendimento que precisamos construir é o de evitar o distanciamento entre o ser humano e a natureza. Fazemos parte dela e somos corresponsáveis pela preservação dos recursos que sustentam nossa própria existência. Esse talvez seja o primeiro e mais importante passo para qualquer transformação efetiva”, observou.
A participação de Iago Piramo no Regenerative Agriculture Forum 2026 reforça o compromisso do Grupo Arnone e dos Institutos Global ESG e S Company com o acompanhamento das principais tendências internacionais relacionadas à sustentabilidade, à descarbonização, à inovação aplicada ao agronegócio e ao fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.
O evento também ocorre em um momento de crescente protagonismo do Brasil nos debates globais sobre clima, desenvolvimento sustentável e transição ecológica, temas que estarão no centro das discussões nacionais e internacionais nos próximos anos, especialmente diante da ampliação das exigências de mercado relacionadas à rastreabilidade, às emissões de carbono e às práticas ESG.
Nesse contexto, a agricultura regenerativa emerge não apenas como uma alternativa produtiva, mas como uma estratégia capaz de conciliar competitividade econômica, preservação ambiental e desenvolvimento social, posicionando-se como um dos pilares da nova economia sustentável em construção.
Sobre Iago Piramo
Engenheiro com atuação em cadeias produtivas sustentáveis, ESG, descarbonização, inteligência e análise de dados e gestão de projetos. Integra o Movimento Interinstitucional ESG na Prática e atua junto ao Grupo Arnone e aos Institutos Global ESG e S Company em iniciativas voltadas à transição energética, créditos de carbono, sustentabilidade corporativa, desenvolvimento de cadeias produtivas sustentáveis e fortalecimento de políticas e instrumentos relacionados ao desenvolvimento sustentável. Sua atuação contempla a interface entre inovação, setor produtivo, sustentabilidade e governança, com foco na construção de soluções alinhadas aos desafios climáticos e econômicos contemporâneos.