Brasília recebeu a realização da primeira Conferência Livre relacionada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) com foco na temática “Informação para a Sustentabilidade”, iniciativa promovida conjuntamente pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O encontro reuniu especialistas, pesquisadores, representantes institucionais, agentes públicos e lideranças ligadas às agendas de inovação, transformação digital, governança e sustentabilidade para debater o papel estratégico da informação, da ciência e da tecnologia na formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
A conferência integra o calendário preparatório das discussões nacionais relacionadas à Agenda 2030 e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas, promovendo reflexões sobre inovação, inteligência de dados, democratização do acesso à informação, inclusão digital, transparência pública e transformação tecnológica aplicada à governança contemporânea.
Entre os participantes esteve o jurista Sóstenes Marchezine, vice-presidente do Instituto Global ESG, sócio-diretor da Arnone Advogados e conselheiro da OAB/DF, que participou da abertura e dos painéis temáticos do encontro.
“Nós estamos em Brasília, na Esplanada dos Ministérios, agora no bloco do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para participar com protagonismo também da abertura do evento e dos painéis temáticos da primeira Conferência Livre relacionada aos ODS. A temática preparatória está relacionada justamente à informação para a sustentabilidade e sobre como a tecnologia e a inovação possuem papel importantíssimo nas políticas públicas voltadas ao alcance do desenvolvimento sustentável”, afirmou Sóstenes Marchezine.
Ao longo da programação, os debates abordaram temas relacionados à inteligência artificial, ciência aplicada, governança da informação, transformação digital do Estado, uso estratégico de dados, sustentabilidade institucional e mecanismos de fortalecimento das políticas públicas sustentáveis nas dimensões ambiental, social, econômica e de governança.
Especialistas presentes destacaram que a informação qualificada passou a ocupar posição central na estruturação das políticas públicas contemporâneas, funcionando como instrumento essencial para monitoramento de metas relacionadas aos ODS e para construção de modelos institucionais mais eficientes, transparentes e sustentáveis.
Segundo Sóstenes Marchezine, a agenda ESG contemporânea exige integração entre tecnologia, ciência, inovação e responsabilidade institucional.
“A sustentabilidade deixou de ser compreendida apenas sob a perspectiva ambiental. Hoje ela depende diretamente da inteligência de dados, da inovação tecnológica, da capacidade de integração institucional e da construção de políticas públicas orientadas por evidências, eficiência e transparência. O debate contemporâneo sobre ESG passa necessariamente pela informação qualificada e pela governança responsável”, destacou.
O dirigente também ressaltou que a temática ganha relevância estratégica em um cenário internacional marcado pela intensificação dos debates sobre mudanças climáticas, economia digital, inteligência artificial, segurança informacional e transformação sustentável, especialmente diante da aproximação da COP30 e do crescente protagonismo brasileiro nas agendas globais de sustentabilidade e governança.
A participação institucional do Instituto Global ESG ocorre em alinhamento com iniciativas desenvolvidas no âmbito do Movimento Interinstitucional ESG na Prática e do Programa ESG20+, que vêm promovendo articulações multissetoriais relacionadas à convergência entre sustentabilidade, inovação, governança pública e desenvolvimento sustentável.
Para Sóstenes Marchezine, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável exigem planejamento estratégico, capacidade técnica e integração permanente entre Estado, sociedade civil, setor produtivo e academia.
“Não existe desenvolvimento sustentável sem ciência, sem tecnologia, sem inovação e sem informação qualificada. Os ODS exigem capacidade de articulação, inteligência institucional e responsabilidade pública. Esse é um dos grandes desafios estratégicos do nosso tempo”, concluiu.