Conselheiro Federal Marcos Délli defende protagonismo da advocacia na Agenda 2030 e encerra Conferência Nacional dos ODS ao lado de Sóstenes Marchezine

Presidente da Comissão Especial de Direito Bancário e Instituições Financeiras do CFOAB destacou a necessidade de levar os ODS para o ambiente das comissões da OAB, fortalecer a advocacia resolutiva e ampliar o diálogo institucional em torno da cidadania, da sustentabilidade e do acesso à Justiça

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O conselheiro federal suplente Marcos Délli Ribeiro Rodrigues, presidente da Comissão Especial de Direito Bancário e Instituições Financeiras do Conselho Federal da OAB, participou do encerramento da “Advocacia Brasileira na Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, realizada na sede do CFOAB, em Brasília, e defendeu o protagonismo da advocacia brasileira na implementação da Agenda 2030.

A fala ocorreu ao lado do conselheiro da OAB/DF Sóstenes Marchezine, coordenador institucional do evento e representante do Conselho Federal da OAB na Comissão Nacional dos ODS da Presidência da República (CNODS/PR). Juntos, os dois conduziram a etapa final da programação, marcada por balanço institucional, agradecimentos às equipes envolvidas e reafirmação do papel da advocacia como agente essencial de cidadania, sustentabilidade e transformação social.

Ao iniciar sua manifestação, Marcos Délli saudou a diretoria nacional da OAB, na pessoa do presidente Beto Simonetti, do vice-presidente Felipe Sarmento, das secretárias Rose e Cristiane, e do diretor-tesoureiro Délio Lins e Silva Júnior, conhecido como Delinho. Também cumprimentou integrantes da mesa, presidentes de comissões temáticas e representantes da advocacia bancária presentes na programação.

Segundo o conselheiro federal, a participação na conferência teve como objetivo principal desenvolver uma escuta institucional qualificada e levar o conteúdo debatido ao ambiente das comissões da OAB.

“Viemos a Brasília com o intuito de aprender, desenvolver uma escutativa e levar esses conhecimentos como legado para o ambiente institucional das comissões de Direito Bancário”, afirmou.

Marcos Délli destacou que a Agenda 2030 não deve permanecer restrita ao plano conceitual, mas precisa ser incorporada à atuação concreta das comissões temáticas da OAB.

“Precisamos sair da teoria e colocar em ação, em prática, aquilo que foi dito durante todo o dia”, declarou.

 

ODS 16, ODS 17 e advocacia como ponte institucional

Durante sua fala, o conselheiro afirmou que os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável dialogam diretamente com a missão institucional da advocacia, especialmente o ODS 16, voltado à paz, justiça e instituições eficazes, e o ODS 17, relacionado às parcerias para implementação.

Segundo Marcos Délli, a escuta realizada durante o evento reforçou a centralidade do ODS 17 para o momento vivido pelas instituições brasileiras.

“O ODS 17, para o momento que estamos vivendo, é imprescindível”, afirmou.

Ele ressaltou que cada comissão temática da OAB pode se conectar direta ou indiretamente a um ou mais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, cabendo ao sistema OAB transformar essa transversalidade em propostas concretas.

“Se você pegar todas as comissões temáticas da OAB, pode vincular um ODS, direta ou indiretamente”, destacou.

 

Justiça itinerante, cidadania e papel da advocacia

Marcos Délli também relatou sua participação, no mesmo dia, em audiência pública no Conselho Nacional de Justiça sobre cidadania e justiça itinerante. Segundo ele, o debate evidenciou a necessidade de maior presença institucional da advocacia em iniciativas voltadas ao acesso à Justiça.

Para o conselheiro, levar justiça às populações mais distantes não significa apenas deslocar estruturas do Judiciário, mas também fortalecer a atuação da advocacia como porta de entrada para soluções jurídicas, consensuais e resolutivas.

“A advocacia é essencial, e não sou eu quem diz: é a Constituição, no artigo 133”, afirmou.

Ele defendeu que a advocacia brasileira, pela capilaridade nacional e pela presença em praticamente todos os territórios, deve ocupar espaço central nos debates sobre cidadania, acesso à Justiça e políticas públicas.

“A advocacia é a profissão que tem a maior capilaridade entre as profissões jurídicas do Brasil”, declarou.

 

Advocacia resolutiva e consensualidade

Na avaliação de Marcos Délli, a construção de instituições mais eficazes passa pelo fortalecimento de uma advocacia que atue também de forma pré-processual, negocial, conciliatória e resolutiva.

“A advocacia pode levar mais do que jurisdição. Ela pode levar resolutividade aos problemas que afetam a sociedade”, afirmou.

O conselheiro defendeu a ampliação do diálogo entre OAB, CNJ, comissões temáticas e demais instituições públicas, de modo que a advocacia participe da formulação e implementação de práticas de cidadania, itinerância e acesso à Justiça.

Segundo ele, a atuação da OAB deve superar a produção de relatórios formais e avançar para propostas inovadoras, multilaterais e institucionalmente viáveis.

 

Encerramento e reconhecimento à coordenação do evento

Após a fala de Marcos Délli, Sóstenes Marchezine destacou que a manifestação do conselheiro federal sintetizava o espírito da conferência e poderia representar a fala de encerramento do evento.

Marchezine ressaltou o trabalho realizado pela equipe da OAB Nacional, especialmente na mobilização de seccionais, comissões temáticas, lideranças institucionais e representantes da advocacia de todo o país.

O coordenador do evento também destacou o protagonismo da Comissão Nacional da Mulher Advogada, presidida pela conselheira federal Dione Almeida, que apresentou oficialmente uma carta institucional da advocacia feminina à Comissão Nacional dos ODS da Presidência da República.

Segundo Marchezine, a conferência foi resultado de um esforço institucional amplo, com envio de ofícios, articulação com seccionais e organização de uma agenda voltada a inserir a advocacia brasileira no centro da implementação da Agenda 2030.

“O mais importante é criarmos esse fluxo de diálogo para que toda a advocacia entenda que pode e deve ser protagonista dessa pauta, com seu olhar, sua expertise temática e seu dia a dia”, afirmou.

No encerramento, Marcos Délli retomou a referência ao legado de Kofi Annan e à frase “quem se importa ganha”, associando-a ao compromisso da advocacia com sustentabilidade, cidadania e solidariedade.

“Nós, advogadas e advogados, colaboramos de forma proativa, participativa e voluntária em prol da sustentabilidade, da cidadania, da esperança e de uma humanidade mais solidária”, afirmou.

E concluiu:

“Que continuemos de mãos dadas, simbolicamente, em prol de um presente melhor e de um futuro muito melhor ainda.”

 

Sobre o evento

A “Advocacia Brasileira na Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)” integrou o ciclo oficial de Etapas Livres da 1ª Conferência Nacional dos ODS, vinculada à Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Promovido pelo Conselho Federal da OAB, o encontro reuniu representantes da advocacia, ministros, parlamentares, integrantes do sistema de Justiça, especialistas, pesquisadores, dirigentes institucionais e lideranças da sociedade civil organizada para discutir o papel da advocacia brasileira na implementação da Agenda 2030.

Ao longo da programação, foram debatidos temas relacionados à governança pública, ESG, sustentabilidade, cidades inteligentes, desenvolvimento econômico sustentável, tributação, compliance, justiça climática, inclusão social, inovação regulatória, direito bancário, acesso à Justiça e formulação de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento sustentável no Brasil.

A conferência consolidou o protagonismo institucional da advocacia brasileira na construção de soluções jurídicas, democráticas e interinstitucionais para os desafios contemporâneos do país.

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