Em uma homenagem marcada por emoção, memória afetiva e reconhecimento às origens da família, o fundador do Ecossistema de Impacto Arnone, Alexandre Arnone, prestou tributo à matriarca Dona Nina, personagem central da história familiar e símbolo de uma trajetória construída a partir do trabalho incansável nas feiras livres de São Paulo.
A homenagem foi inspirada em uma gravação espontânea durante uma visita guiada à tradicional barraca de pescados que Dona Nina manteve por mais de quatro décadas. O espaço, ainda hoje reconhecido pelo nome da família, tornou-se não apenas referência comercial, mas também um patrimônio afetivo e moral transmitido entre gerações.
“O legado de Dona Nina. A barraca. O alicerce da Família Arnone. Te amamos, mãe. Você forjou quem somos! E a minha maior missão é cuidar da senhora, com toda a minha força e energia! Feliz Dia das Mães!”, declarou Alexandre Arnone.
A gravação registra um reencontro carregado de simbolismo entre Dona Nina e o ambiente que ajudou a moldar sua história de vida. Ao revisitar o local onde trabalhou arduamente por mais de 40 anos, ela revive lembranças, reencontra antigos vínculos e reafirma valores que marcaram profundamente a formação de seus filhos e da própria identidade da família.
“Nossa, 40 anos trabalhando e foi um dia. Eu amo a feira”, afirma Dona Nina em um dos trechos mais marcantes do registro. Mesmo após duas décadas afastada da rotina diária das feiras, ela relata que antigos clientes e trabalhadores ainda perguntam por ela, demonstrando o reconhecimento construído ao longo dos anos.
Mais do que uma atividade econômica, a barraca representou um espaço de formação ética, disciplina e dignidade. Em diversos momentos da gravação, Dona Nina relembra os ensinamentos transmitidos aos filhos desde a infância, especialmente em torno da honestidade, do respeito ao próximo e da valorização do nome da família.
“Eu sempre ensinava tudo o que foi de bom. Filho, vocês precisam estudar muito, porque o sacrifício da mamãe e do papai é muito”, relata.
Em outro trecho, reforça aquilo que considera um dos pilares centrais de sua trajetória familiar:
“O nome da gente tinha que ficar sempre no alto. A gente tem que estar com a cara erguida, porque não deve nada pra ninguém, trabalhando honestamente.”
A narrativa também evidencia como a reputação construída ao longo de décadas permanece associada diretamente ao nome “Nina”, ainda preservado na identidade da barraca. O atual responsável pelo negócio relata que clientes continuam perguntando pela matriarca em praticamente todas as feiras realizadas ao longo da semana.
“É o legado da senhora, Dona Nina”, afirma um dos trabalhadores durante a visita.
A preocupação com a qualidade dos produtos vendidos e com a preservação do nome construído ao longo de décadas também aparece como uma das marcas mais fortes da personalidade de Dona Nina. Em tom firme, mas carregado de afeto e responsabilidade, ela relembra as orientações transmitidas aos sucessores da banca.
“Se você vender um peixe estragado, o meu nome vai sair daí no outro dia. Não vai desonrar meu nome de 40 anos que eu trabalhei.”
A homenagem ganha significado especial neste Dia das Mães ao transformar uma história familiar em reflexão sobre legado, origem e valores humanos. Mais do que recordar uma trajetória de trabalho, o tributo evidencia como princípios construídos em ambientes simples e cotidianos podem atravessar gerações e influenciar projetos institucionais, empresariais e humanos de grande dimensão.
Ao final da visita, entre memórias, reencontros e reconhecimento espontâneo de trabalhadores e clientes antigos, a própria Dona Nina resume, de forma simples, aquilo que talvez explique a permanência de seu nome e de sua história:
“Fico feliz quando vejo que as pessoas reconhecem.”
Acesse o vídeo neste link: https://youtu.be/JJmLMSDAtE0?si=8dLpAwWIh0cG_kfB