Instituto Global ESG recebe lideranças femininas e fortalece articulação por maior participação das mulheres nos espaços de decisão

Encontro em Brasília reúne representantes de iniciativas nacionais voltadas à formação de lideranças femininas e à promoção da equidade na política e na governança

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Instituto Global ESG recebe lideranças femininas e fortalece articulação por maior participação das mulheres
Instituto Global ESG

O Instituto Global ESG recebeu, em sua sede, em Brasília, um grupo de lideranças femininas que atuam na promoção da participação das mulheres nos espaços de poder e decisão no Brasil.

Estiveram presentes Gabriela Rollemberg, presidente do projeto Quero Você Eleita e idealizadora do movimento Mulheres que Pensam o Brasil, além de Iara Kesselring e Letícia Palma, também integrantes da iniciativa. A agenda contou ainda com a participação de Lesley Ishii, presidente da Rede REN de Nikkeis do Brasil e fundadora da Think Policy School.

O encontro marcou um momento de convergência entre organizações que atuam em diferentes frentes — formação de lideranças, articulação institucional e promoção da equidade —, com foco na construção de estratégias conjuntas voltadas ao fortalecimento da presença feminina na política e em instâncias estratégicas do país.

O avanço da participação das mulheres em posições de decisão tem sido cada vez mais associado à capacidade de articulação entre setores diversos da sociedade. Nesse contexto, o projeto Mulheres que Pensam o Brasil se destaca por propor não apenas o debate, mas também a formulação de caminhos concretos para ampliar a representatividade feminina, com iniciativas voltadas à formação contínua de lideranças e ao fortalecimento de redes de apoio.

A diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG, Paola Comin, destacou o papel da cooperação entre diferentes esferas como elemento central para o avanço da agenda.

A construção de uma governança mais inclusiva passa, necessariamente, pela articulação entre instituições, iniciativas e lideranças que atuam em diferentes níveis. Quando conectamos essas agendas, ampliamos não apenas a capacidade de incidência, mas também a qualidade das soluções propostas”, afirmou.

Na mesma linha, a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, Ana Clara Moura, ressaltou a importância de estruturar o debate em bases concretas e duradouras.

A sub-representação feminina é um desafio estrutural, que exige respostas igualmente estruturantes. Isso envolve desde a formação contínua de lideranças até o aperfeiçoamento de mecanismos institucionais que garantam condições reais de acesso aos espaços de decisão”, pontuou.

A reunião reforçou a percepção de que a sub-representação feminina exige respostas estruturais. Entre os pontos discutidos, destacam-se a necessidade de ampliar a transparência sobre a presença de mulheres em espaços de poder, o incentivo à qualificação política e técnica de novas lideranças e a criação de condições institucionais que reduzam barreiras históricas de acesso a recursos, oportunidades e redes de influência.

Outro eixo relevante do diálogo foi a construção de um ambiente político mais equilibrado e inclusivo, no qual a representatividade feminina seja compreendida como elemento essencial para o funcionamento democrático. A articulação entre as entidades também aponta para a importância de iniciativas que dialoguem com o campo legislativo, contribuindo para o aprimoramento de políticas públicas voltadas à equidade de gênero.

Ao reunir diferentes experiências e perspectivas, o encontro evidencia um movimento mais amplo de cooperação interinstitucional. A soma de esforços entre organizações da sociedade civil, redes de lideranças e instituições voltadas à governança sustentável sinaliza um avanço na consolidação de agendas comuns, com potencial de impacto estrutural.

Mais do que uma proposta isolada, Mulheres que Pensam o Brasil se insere como parte de um processo em curso, que busca ampliar a presença ativa das mulheres nos espaços de decisão. A iniciativa reflete o entendimento de que a transformação desse cenário depende, sobretudo, da articulação coletiva e do compromisso contínuo entre diferentes atores institucionais.


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