Canal Rural destaca avanço do ESG no agro e posiciona programa da Embrapa como referência nacional

Matéria evidencia mudança estrutural no setor, com sustentabilidade integrada à estratégia de negócios e protagonismo do Programa Embrapa ESG na Prática, desenvolvido em parceria com o Instituto Global ESG

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Canal Rural destaca avanço do ESG no agro e posiciona programa da Embrapa como referência nacional
Canal Rural

A recente cobertura do Canal Rural sobre a nova fase do agronegócio brasileiro reforça um movimento que vem se consolidando nos últimos anos: a incorporação definitiva da agenda ESG — ambiental, social e de governança — como elemento estruturante da competitividade do setor. Mais do que uma tendência, a sustentabilidade passa a ser tratada como critério de acesso a mercados, gestão de risco e geração de valor.

 

A reportagem, assinada pelo jornalista Luis Roberto Toledo, parte da Conferência Livre da Rede ODS da Embrapa, realizada em Brasília, para evidenciar essa inflexão estratégica. O encontro reuniu representantes do setor público, especialistas, empresas e instituições para discutir o papel da ciência, da inovação e da governança na implementação da Agenda 2030 no campo.

 

Nesse contexto, ganha destaque o Programa Embrapa ESG na Prática, desenvolvido em parceria com o Instituto Global ESG, que vem sendo apontado como uma das principais iniciativas estruturadas para operacionalizar o ESG no agronegócio brasileiro.

 

Desde seu lançamento, em 2025, o programa foi expandido para as 43 unidades da Embrapa, consolidando-se como um modelo de aplicação concreta da agenda ESG, com foco em integração institucional, desenvolvimento territorial e geração de soluções tecnológicas sustentáveis.

 

A diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, Ana Clara Moura, enfatiza, na matéria, o caráter sistêmico dessa transformação. Segundo ela, o avanço do ESG no agro exige mais do que inovação tecnológica isolada:

 

Inovação sustentável no agro não depende só de tecnologia, mas da capacidade de conectar conhecimento, alinhar interesses e organizar cooperação.

 

A afirmação sintetiza um dos principais pilares do programa: a articulação multissetorial como vetor de escala e efetividade. Ao conectar pesquisa científica, políticas públicas, setor produtivo e governança institucional, a iniciativa busca superar abordagens fragmentadas e estabelecer uma lógica integrada de desenvolvimento.

 

Ana Clara também destaca a mudança de status da agenda ESG dentro do setor:

 

ESG é transversal, essencial e amplia oportunidades.

 

A leitura converge com o diagnóstico apresentado na reportagem: a sustentabilidade deixou de ser um diferencial reputacional para se tornar um elemento central na lógica de negócios do agronegócio, influenciando decisões estratégicas, acesso a financiamento e inserção internacional.

 

Os dados econômicos reforçam essa transição. Em 2025, o PIB da agropecuária cresceu 11,7%, superando amplamente o desempenho da economia brasileira, que avançou 2,3%, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. O setor passou a representar 7,5% do PIB nacional, atingindo o maior nível da série histórica.

 

No comércio exterior, o protagonismo é ainda mais expressivo. As exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões no mesmo período, correspondendo a 48,5% de tudo o que o Brasil vendeu ao exterior. O resultado amplia a exposição do setor às exigências internacionais, especialmente em temas como rastreabilidade, transparência e responsabilidade ambiental.

 

É nesse ambiente que iniciativas como o Programa Embrapa ESG na Prática ganham relevância estratégica. Ao estruturar metodologias, diretrizes e instrumentos de implementação, o programa contribui para traduzir conceitos em práticas mensuráveis, alinhadas às demandas de mercado e aos compromissos globais de sustentabilidade.

 

A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, também citada na reportagem, reforça o alinhamento institucional da empresa com essa agenda:

 

Seguimos atuando de forma integrada e responsável para entregar ciência, inovação e soluções à agricultura brasileira e à sociedade.

 

A convergência entre desempenho econômico, pressão regulatória e exigências de mercado aponta para um novo padrão de competitividade no agro. Nesse cenário, governança, inovação e sustentabilidade deixam de operar em paralelo e passam a compor uma mesma engrenagem.

 

A leitura consolidada pela matéria do Canal Rural evidencia, portanto, não apenas um momento de expansão do setor, mas uma mudança estrutural em curso — na qual programas como o desenvolvido pela Embrapa, em parceria com o Instituto Global ESG, tendem a desempenhar papel central na definição dos rumos do agronegócio brasileiro nas próximas décadas.


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