Etapa “Legado Kofi Annan” aprova seis propostas para a Conferência Nacional dos ODS

Deliberações incluem reconhecimento de plataforma nacional de dados sustentáveis, avanço do Marco Regulatório do ESG e institucionalização de 8 de abril como data internacional do ESG

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A etapa “Legado Kofi Annan”, realizada em 8 de abril, em referência ao natalício do ex-secretário-geral da ONU, aprovou seis propostas a serem submetidas à etapa nacional da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A atividade integrou oficialmente a programação da Conferência como Etapa Livre, consolidando-se como espaço deliberativo de formulação de diretrizes e recomendações para a Agenda 2030 no Brasil.

As propostas aprovadas refletem o caráter multissetorial do evento, que reuniu representantes do setor público, da academia, da iniciativa privada e de instituições técnicas, com foco na implementação prática do ESG e no alinhamento com os ODS.

Entre os destaques, está a proposta de reconhecimento do Sistema de Inventário de Ciclo de Vida (SICV Brasil) como plataforma nacional de inventário de dados sustentáveis. A iniciativa é conduzida pelo Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e terá como relatora a professora Silvana Vidotti, pesquisadora do Instituto, que atua na interface entre ciência da informação, dados e sustentabilidade.

Outra proposta aprovada trata da consolidação do princípio e do Conselho Permanente de Alinhamento e Parametrização entre ESG e ODS, no âmbito do Programa ESG20+. A diretriz busca estruturar métricas, indicadores e objetivos integrados, promovendo maior coerência entre agendas e ampliando a efetividade das políticas e iniciativas sustentáveis. A relatoria será conduzida por Marisa Prado, gestora de Sustentabilidade e ESG na Embrapa.

Também foi deliberado o encaminhamento de proposta para reconhecimento do dia 8 de abril como o Dia Internacional do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, em homenagem a Kofi Annan. A iniciativa será relatada pelo Instituto Global ESG, com condução de Paola Comin, diretora de Relações Internacionais da instituição, e busca consolidar simbolicamente a data como marco global de mobilização em torno da governança sustentável.

No campo educacional, foi aprovada proposta voltada à incorporação do ESG como oportunidade estratégica no conceito ampliado de prosperidade, com ênfase no engajamento da juventude e na estruturação de disciplinas formais em instituições de ensino. A relatoria ficará a cargo da Fundação Getulio Vargas (FGV Brasília), com participação da professora Giuliana e do professor Wilson Nobre, reforçando a centralidade da formação acadêmica na qualificação da agenda ESG.

Outra diretriz aprovada refere-se ao fortalecimento do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável (MRESG), lançado durante o evento em sua primeira etapa, acompanhado de relatório executivo. A proposta posiciona o MRESG como política pública estruturante, voltada à convergência interinstitucional e multissetorial, com foco na simplificação e integração normativa. A relatoria será conduzida por Bárbara Silva e equipe da Lagos Data Intelligence.

Por fim, foi aprovada proposta voltada à valorização de cases práticos como instrumentos de aceleração da agenda ESG, destacando experiências empresariais e iniciativas de impacto. A relatoria contará com a participação de representante da Suzano, Leonardo Mercante, em conjunto com convidados, incluindo referências como o projeto “Profissional ESG”, apresentado ao Ministério do Trabalho e Emprego, e iniciativas discutidas no âmbito do Sustainable Forum, com conexões à COP30.

Durante o evento, os participantes designaram relatores para cada uma das propostas, que deverão ser consolidadas em relatório a ser encaminhado à Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS) no prazo de até cinco dias, conforme as diretrizes das Etapas Livres.

A programação contou com a participação presencial do secretário-executivo da CNODS, Lavito Bacarissa, reforçando a conexão institucional da iniciativa com o processo nacional de construção da Agenda 2030.

Como parte das deliberações, a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, Ana Clara Moura, foi eleita delegada para a etapa nacional da Conferência. Também participa como delegado nato o vice-presidente do Instituto Global ESG, Sóstenes Marchezine, na condição de membro da CNODS.

Ao integrar oficialmente a 1ª Conferência Nacional dos ODS, a etapa “Legado Kofi Annan” amplia seu alcance institucional e se insere diretamente no processo nacional de mobilização, diálogo e construção coletiva de propostas. Realizada em formato híbrido, com transmissão aberta, a iniciativa reforça o compromisso com a articulação multissetorial e com a formulação de soluções concretas para os desafios do desenvolvimento sustentável no Brasil.


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