Congresso de Inovação da Indústria debate transição ecodigital e reforça agenda estratégica para competitividade do setor produtivo

Evento promovido por CNI e Sebrae reúne lideranças em São Paulo e destaca integração entre sustentabilidade e transformação digital como eixo central da indústria do futuro

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O 11º Congresso de Inovação da Indústria, realizado nos dias 25 e 26 de março de 2026, em São Paulo, reuniu lideranças empresariais, especialistas, representantes do governo e da academia para discutir os rumos da transformação produtiva no Brasil e no cenário internacional. Com o tema “Transição Ecodigital: inovação verde na indústria”, o encontro consolidou-se como um dos principais fóruns de debate sobre inovação industrial na América Latina.

Promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Sebrae, em parceria com SESI, SENAI e IEL, o congresso chegou à sua 11ª edição como ponto culminante da Jornada Nacional de Inovação — iniciativa que percorreu todos os estados brasileiros ao longo de 2025 com o objetivo de mapear soluções inovadoras e identificar talentos regionais.

A programação foi estruturada em cinco eixos considerados estratégicos para o futuro da indústria: inteligência artificial e automação, gestão inteligente de dados, transição energética e descarbonização, economia circular e deep techs. Os debates refletiram os principais desafios e oportunidades associados à construção de um setor produtivo mais sustentável, competitivo e alinhado às demandas globais.

Ao longo dos painéis, a convergência entre transformação digital e sustentabilidade foi apontada como um vetor decisivo para o reposicionamento da indústria brasileira. Especialistas destacaram que a adoção de tecnologias emergentes, combinada a práticas de gestão ambiental mais eficientes, tende a ampliar a competitividade das empresas no médio e longo prazo.

O Instituto Global ESG participou do congresso, representado por sua diretora de Relações Internacionais, Paola Comin. Para a executiva, o evento evidencia uma mudança estrutural na forma como a indústria passa a integrar inovação e sustentabilidade em suas estratégias. “A transição ecodigital não é mais uma agenda paralela, mas um elemento central da competitividade industrial. O que se observa é um movimento consistente de integração entre tecnologia, governança e sustentabilidade, com impactos diretos na forma como as empresas produzem, inovam e se posicionam globalmente”, afirmou.

Temas como economia circular, transição energética e os impactos ambientais — incluindo eventos extremos, como secas e queimadas — foram discutidos sob a perspectiva de risco e oportunidade para o setor produtivo. Também ganharam destaque os desdobramentos da COP-30, que devem influenciar agendas regulatórias e estratégias empresariais nos próximos anos.

Outro ponto relevante foi o enfoque na ecoinovação, com a apresentação de soluções voltadas à redução de impactos ambientais, ao uso eficiente de recursos e ao desenvolvimento de modelos produtivos mais sustentáveis. Nesse contexto, a integração entre agenda ecológica e digitalização foi tratada como elemento-chave para geração de valor e resiliência industrial.

Mais do que um encontro setorial, o Congresso de Inovação da Indústria se consolida como uma plataforma estratégica de articulação e difusão de conhecimento, conectando atores públicos e privados em torno de soluções que moldam o futuro da indústria brasileira.


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