O Instituto Global ESG e o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica voltado ao desenvolvimento de iniciativas conjuntas na área de sustentabilidade, governança da informação e inovação aplicada a políticas públicas.
O instrumento estabelece uma colaboração técnico-científica para estruturar e disseminar ações, estudos e projetos relacionados à governança socioambiental (ESG), com ênfase na qualificação de dados e evidências científicas voltadas ao desenvolvimento sustentável.
Com vigência inicial de cinco anos, a parceria prevê a integração entre a capacidade técnica e informacional do Ibict e a atuação institucional do Instituto Global ESG na articulação entre governo, academia, setor produtivo e sociedade civil, ampliando o uso de dados científicos na formulação de políticas públicas e estratégias institucionais.
Entre as frentes previstas estão o fortalecimento do Sistema Nacional de Inventários do Ciclo de Vida (SICV Brasil), a difusão da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) como instrumento técnico para decisões públicas e empresariais, a criação de painéis e repositórios de informação sobre sustentabilidade e a realização de eventos, estudos e capacitações voltadas à agenda ESG.
O plano de trabalho também contempla o desenvolvimento e a ampliação do Mapa Conceitual da Informação para Sustentabilidade (MaCIS), plataforma estruturada a partir de bases de dados científicas que reúne milhões de registros sobre sustentabilidade e que poderá apoiar decisões estratégicas baseadas em evidências.
Para Alexandre Arnone, presidente do Instituto Global ESG, a cooperação representa um passo relevante na consolidação de uma agenda de governança da sustentabilidade apoiada em ciência e dados estruturados.
“A construção de políticas públicas e estratégias empresariais alinhadas aos princípios ESG exige base científica robusta e informação qualificada. A parceria com o Ibict fortalece justamente esse ponto: integrar conhecimento, tecnologia e articulação institucional para ampliar o impacto das agendas de sustentabilidade no Brasil”, afirma.
Na mesma linha, o vice-presidente do Instituto Global ESG, Sóstenes Marchezine, destaca que a iniciativa amplia a capacidade de diálogo entre ciência, políticas públicas e governança socioambiental.
“Essa cooperação cria condições para transformar informação científica em instrumentos concretos de decisão pública e empresarial. O fortalecimento da governança da informação sobre sustentabilidade é um elemento central para a transição econômica e institucional que o país precisa realizar”, avalia.
A diretora substituta do Ibict, Cecília Leite Oliveira, responsável pelo ofício que encaminhou os documentos para formalização do acordo no âmbito do Sistema Eletrônico de Informações (SEI/MCTI), ressaltou a importância da parceria institucional.
“O acordo fortalece a integração entre ciência, tecnologia e governança da informação, permitindo ampliar o uso de dados e evidências científicas na formulação de iniciativas voltadas à sustentabilidade e à inovação no país”, afirmou.
No âmbito técnico, o acordo prevê ainda a realização de oficinas, seminários e trilhas formativas sobre temas como economia circular, ciclo de vida de produtos e governança de dados para sustentabilidade, além da elaboração de diagnósticos e relatórios estratégicos baseados em evidências científicas.
De acordo com Paola Comin, diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG, a cooperação amplia as possibilidades de articulação internacional e institucional em torno da agenda ESG.
“A integração entre ciência, inovação e sustentabilidade é cada vez mais decisiva para a competitividade e para o desenvolvimento sustentável. A parceria com o Ibict abre espaço para iniciativas conjuntas que conectam conhecimento científico, governança e inovação”, afirma.
Já Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, destaca que o acordo fortalece o diálogo entre instituições públicas e o ecossistema de sustentabilidade.
“Essa cooperação reforça a importância da construção coletiva de soluções baseadas em dados e evidências, conectando ciência, gestão pública e estratégias de desenvolvimento sustentável”, afirma.
Entre os resultados esperados da parceria estão a ampliação do uso da Avaliação do Ciclo de Vida em políticas públicas e compras sustentáveis, a consolidação de bases de dados nacionais sobre sustentabilidade e o fortalecimento da articulação entre ciência, setor público e iniciativas de governança ESG no país.
A cooperação também dialoga com iniciativas como o Programa ESG20+, que reúne instituições públicas, privadas e da sociedade civil para o desenvolvimento de instrumentos normativos e práticas voltadas à governança socioambiental no Brasil.
Com a formalização do acordo, as duas instituições passam a atuar de forma integrada na produção e disseminação de conhecimento aplicado à sustentabilidade, reforçando o papel da informação científica como base para decisões estratégicas no setor público e privado.