Instituto Global ESG e CNODS articulam cooperação para Conferência Nacional dos ODS e ampliam agenda editorial sobre desenvolvimento sustentável

Encontro em Brasília reúne representantes da Presidência da República e do Instituto Global ESG para promover a primeira Conferência Nacional dos ODS, fortalecer a agenda multissetorial e lançar novas iniciativas editoriais e audiovisuais

Por
10 Min

O Instituto Global ESG recebeu, em sua sede em Brasília, o secretário-executivo da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), vinculada à Presidência da República, Lavito Bacarissa, para uma agenda institucional dedicada ao fortalecimento da agenda dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no Brasil.

O encontro teve como foco o engajamento institucional e a promoção da primeira edição da Conferência Nacional dos ODS, iniciativa voltada à mobilização de governos, setor produtivo, academia e organizações da sociedade civil em torno das metas da Agenda 2030 no país.

Durante a reunião, também foram anunciadas novas frentes de colaboração entre o Instituto Global ESG e a CNODS. Entre elas, a participação de Lavito Bacarissa como colunista do Portal Global ESG, além da criação de uma editoria especial dedicada à CNODS na Revista Global ESG. A parceria prevê ainda uma temporada especial de episódios no canal do instituto no YouTube, sob o título “CNODS Convida”, voltada ao debate público sobre os desafios e caminhos para a implementação dos ODS no Brasil.

Outro ponto discutido foi a participação institucional da CNODS na publicação resultante da Consulta Pública ESG20+, iniciativa conduzida pelo Instituto Global ESG e pelo Movimento Interinstitucional ESG na Prática, em parceria com a ABRIG e com a LAGOS. A iniciativa integra o Programa ESG20+, plataforma de articulação multissetorial estruturada a partir de 20 Princípios Norteadores do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, e tem como objetivo reunir contribuições da sociedade para a construção coletiva do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável no Brasil (MRESG).

A consulta pública busca consolidar percepções, experiências institucionais e propostas oriundas de diferentes setores — público, privado, acadêmico e da sociedade civil — contribuindo para a formulação de diretrizes capazes de orientar políticas públicas, estratégias institucionais e iniciativas empresariais alinhadas à governança sustentável e à Agenda 2030.

No âmbito da publicação resultante desse processo participativo, a CNODS assinará o posfácio da obra em representação oficial do Poder Executivo, enquanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) participa com o prefácio, representando o Poder Judiciário. A proposta editorial busca simbolizar a convergência entre os três Poderes da República, a sociedade civil organizada e a iniciativa privada em torno de uma agenda comum de desenvolvimento sustentável.

Além da entrega simbólica prevista para o dia 8 de abril, data que marca o nascimento do saudoso ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, reconhecida internacionalmente como referência para mobilizações em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e também celebrada como Dia Internacional do ESG, os resultados da Consulta Pública ESG20+ também serão apresentados e entregues oficialmente na programação da etapa nacional da Conferência Nacional dos ODS, que ocorrerá em Brasília, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), entre os dias 29 de junho e 2 de julho de 2026.

Como parte das iniciativas de comunicação e difusão do tema, foi gravado um episódio especial de podcast com a participação de Sóstenes Marchezine, vice-presidente do Instituto Global ESG; Lavito Bacarissa, secretário-executivo da CNODS; e Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG. O episódio aborda o papel da Conferência Nacional dos ODS, os desafios de implementação da Agenda 2030 no Brasil e a importância da cooperação entre instituições públicas, setor privado e sociedade civil.

Para Lavito Bacarissa, a realização da Conferência Nacional dos ODS representa uma oportunidade estratégica para ampliar o engajamento institucional em torno da Agenda 2030 no país. “Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam um pacto global que exige participação ampla da sociedade. A Conferência Nacional dos ODS nasce justamente com esse propósito: fortalecer a articulação entre governo, setor produtivo, academia e sociedade civil para acelerar a implementação da Agenda 2030 no Brasil”, afirmou.

O vice-presidente do Instituto Global ESG, Sóstenes Marchezine, destacou a importância da construção de pontes institucionais para consolidar essa agenda. “A convergência entre diferentes instituições e setores da sociedade é fundamental para que a agenda ESG e os ODS avancem de forma consistente. Iniciativas como a Conferência Nacional dos ODS e a Consulta Pública ESG20+ demonstram que é possível construir soluções coletivas que integrem os Poderes da República, a sociedade civil e a iniciativa privada”, disse.

Já Ana Clara Moura ressaltou o papel da articulação institucional para ampliar o alcance da agenda de sustentabilidade no país. “A construção de espaços de diálogo e cooperação é essencial para transformar princípios em políticas públicas, estratégias institucionais e práticas concretas. A Conferência Nacional dos ODS representa justamente essa oportunidade de mobilização e integração entre diferentes atores comprometidos com o desenvolvimento sustentável”, declarou.

 

Parceria institucional no âmbito do ESG na Prática e do Programa ESG20+

O Instituto Global ESG e a CNODS também atuam de forma conjunta no âmbito do Movimento Interinstitucional ESG na Prática, iniciativa que reúne instituições públicas, organizações da sociedade civil, academia e setor privado para promover a implementação concreta da agenda ESG no país.

No contexto do Programa ESG20+, uma das frentes estruturantes do movimento, as duas instituições colideram o Conselho Permanente de Alinhamento e Parametrização entre ESG e ODS, colegiado responsável por promover a convergência entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 e os 20 Princípios Norteadores do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, reforçando a integração entre políticas públicas, governança institucional e estratégias empresariais orientadas ao desenvolvimento sustentável.

A Conferência Nacional dos ODS pretende consolidar-se como um espaço de articulação nacional voltado ao fortalecimento de políticas públicas, iniciativas empresariais e projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, promovendo diálogo e integração entre diferentes setores da sociedade.

Mais informações sobre a iniciativa estão disponíveis em:

https://www.conferenciaods.org/

 

Sobre a Conferência Nacional dos ODS

A Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (1ª Conferência Nacional ODS) – denominada “A Conferência das Conferências” – tem como propósito central sensibilizar, mobilizar e formar amplamente a sociedade brasileira em torno do debate público sobre a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

A iniciativa busca assegurar máxima legitimidade, representatividade e participação social, promovendo um amplo processo democrático de construção de propostas e estratégias para implementação efetiva dos ODS em território nacional, além de contribuir para o letramento da população brasileira sobre a Agenda 2030 e seus objetivos.

 

Tema

A Agenda 2030 no Brasil: Fortalecer a Democracia e Defender os Direitos Humanos para a construção coletiva de um novo modelo de desenvolvimento socialmente justo e inclusivo, ambientalmente responsável e economicamente viável.

 

Objetivos

* Ajustar a narrativa da Agenda 2030 no Brasil, enfatizando seu papel na promoção dos direitos humanos, no fortalecimento da democracia e de suas instituições, e como instrumento de planejamento e desenvolvimento territorial, permitindo o avanço de políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e à ampliação de investimentos em cidades e territórios resilientes, inteligentes e mais igualitários.

* Mobilizar e sensibilizar diversos segmentos sociais e institucionais brasileiros para engajamento na Agenda 2030, ampliando o entendimento e o compromisso público com os ODS.

* Avaliar a implementação dos ODS em diferentes territórios do Brasil, identificando avanços, desafios e oportunidades concretas para acelerar resultados.

* Identificar e coletar propostas oriundas de experiências locais, regionais e nacionais já em curso, valorizando boas práticas e articulando iniciativas eficazes.

* Coordenar processos de articulação institucional envolvendo múltiplos atores sociais, governamentais e do setor privado, com vistas à implementação de políticas públicas, medidas institucionais e marcos normativos que fortaleçam a territorialização dos ODS.

* Estimular e contribuir para a institucionalização da Agenda 2030 em todos os níveis e esferas governamentais, bem como na sociedade civil, garantindo sua incorporação estratégica nas políticas públicas brasileiras.

* Difundir e dar escalabilidade a boas práticas relacionadas aos ODS, promovendo o intercâmbio de experiências inovadoras entre diferentes regiões e setores da sociedade.

 

Etapas Livres

As Etapas Livres são encontros organizados por diferentes grupos e organizações com o objetivo de ampliar a participação social na 1ª Conferência Nacional ODS. Devem ser realizadas até 30 de abril de 2026, comunicadas previamente à organização e ter relatório final encaminhado em até cinco dias após sua realização, contendo propostas e indicação de pessoas delegadas.

Para apoiar a organização dessas atividades, os instrumentais de apoio e o modelo de relatório estão disponíveis na plataforma da conferência e devem ser utilizados obrigatoriamente.

 

Etapas Estaduais e do Distrito Federal

As Conferências Estaduais e do Distrito Federal constituem etapas preparatórias da 1ª Conferência Nacional ODS e também devem ocorrer até 30 de abril de 2026, sob coordenação dos órgãos e conselhos responsáveis pela Agenda 2030 em cada território, quando houver.

Nessas etapas são debatidos o tema central e os seis eixos temáticos da conferência, com o objetivo de avaliar a implementação dos ODS, formular propostas e eleger as pessoas delegadas que representarão os estados e o Distrito Federal na etapa nacional, respeitando critérios de proporcionalidade, diversidade e inclusão definidos no regimento.

 

Etapa Digital Nacional

A Etapa Digital Nacional será realizada na plataforma Brasil Participativo, entre os dias 1º e 20 de maio de 2026, ampliando as possibilidades de participação cidadã no processo de construção das propostas da conferência.

 

Etapa Nacional

A 1ª Conferência Nacional dos ODS será realizada em Brasília, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), entre os dias 29 de junho e 2 de julho de 2026, reunindo representantes de diferentes regiões e setores da sociedade brasileira para consolidar propostas e diretrizes voltadas ao fortalecimento da Agenda 2030 no país.

 

Eixos temáticos da 1ª Conferência Nacional dos ODS

 

Eixo 1 — Democracia e instituições fortes

Debate estratégias para fortalecer instituições democráticas e assegurar controle social, transparência e diálogo aberto na implementação de políticas públicas representativas.

Eixo 2 — Sustentabilidade ambiental

Discute medidas para preservação dos recursos naturais, proteção da biodiversidade e fortalecimento da resiliência climática nas cadeias produtivas e nos territórios.

Eixo 3 — Inclusão social e combate às desigualdades

Aborda caminhos para garantir que grupos priorizados pelas políticas públicas participem efetivamente da construção de uma sociedade mais justa e equitativa.

Eixo 4 — Inovação tecnológica para o desenvolvimento sustentável

Reflete sobre o papel da inovação tecnológica na criação de soluções para desafios sociais, econômicos e ambientais contemporâneos.

Eixo 5 — Governança participativa

Discute modelos de colaboração entre setores capazes de integrar diferentes perspectivas na tomada de decisões e na implementação dos ODS.

Eixo 6 — Colaboração multissetorial e financiamento da Agenda 2030

Analisa estratégias de cooperação entre diferentes atores institucionais e mecanismos de financiamento necessários para garantir a implementação efetiva da Agenda 2030.


Notícias Relacionadas »