As diretoras do Instituto Global ESG Paola Comin e Ana Clara Moura apresentaram a Carta das Mulheres da Bancada Feminina na COP30 ao ministro de Estado da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, em agenda institucional realizada na sede do órgão, em Brasília.
A audiência teve como tema central o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial e integrou uma agenda institucional mais ampla da CGU com o presidente e o vice-presidente do Instituto Global ESG, os advogados Alexandre Arnone e Sóstenes Marchezine, voltada ao fortalecimento de mecanismos de integridade, transparência e governança no setor público e privado.
Paola Comin e Ana Clara Moura atuam como embaixadoras da Bancada Feminina na COP30, iniciativa coletiva liderada pela organização Quero Você Eleita, sob coordenação da advogada Gabriela Rollemberg, construída de forma suprapartidária, interseccional e colaborativa por dezenas de entidades, redes e movimentos da sociedade civil. A Carta consolida propostas para assegurar que as mulheres — especialmente aquelas que vivem e atuam nos territórios — ocupem posição central nas decisões relacionadas à crise climática, ao desenvolvimento sustentável e à governança ambiental.
No contexto da audiência, a CGU ratificou o Instituto Global ESG como apoiador institucional do Pacto Brasil pela Integridade Empresarial, compromisso que havia sido anunciado oficialmente durante a COP30, em Belém (PA), no âmbito de uma parceria público-privada destinada a promover padrões elevados de integridade, conformidade, transparência e governança.
A Carta das Mulheres para a COP30 resulta de um processo nacional de escuta e construção coletiva, iniciado a partir do evento Bancada Feminina na COP30, realizado em Brasília, e estrutura suas diretrizes em sete eixos estratégicos: biomas e territórios; economia verde e inovação; financiamento climático com perspectiva de gênero; redes femininas e participação plena; educação para resiliência climática e comunicação; justiça climática e direitos humanos, com foco em mulheres, paz e segurança; e monitoramento, dados e transparência. O documento propõe, entre outros pontos, a ampliação da participação feminina na governança climática, o fortalecimento de redes territoriais, a incorporação de critérios de gênero no financiamento climático e mecanismos de transparência e controle social baseados em dados abertos.
A relevância institucional da iniciativa foi recentemente reforçada com a adesão oficial do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) à Carta, no âmbito da COP30, reafirmando o papel da advocacia e das entidades parceiras na promoção da justiça climática, da igualdade de gênero e da participação democrática nas decisões ambientais.
A elaboração da Carta contou com a coordenação da Quero Você Eleita, com participação ativa do Grupo Mulheres do Brasil e de organizações como Instituto Global ESG, Instituto AzMina, Elas no Poder, Elas Pedem Vista, Instituto Latino-Americano de Governança e Compliance Público, Rede Governança Brasil e Grupo Ser Educacional, além de uma ampla rede de comissões da OAB, movimentos sociais, instituições acadêmicas, organizações territoriais e entidades da sociedade civil de todas as regiões do país.
Ao ser apresentada à CGU, a Carta das Mulheres da Bancada Feminina na COP30 reafirma a centralidade da integridade, da governança e da participação social qualificada como pilares para uma transição climática justa, inclusiva e alinhada aos compromissos internacionais assumidos pelo Brasil rumo à Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que será realizada em Belém, no coração da Amazônia.