Brasília — A 2ª edição do Fórum Mulheres Mercosul–União Europeia reuniu, nesta quinta-feira (27/11), na Confederação Nacional da Indústria (CNI), lideranças femininas do comércio exterior, da indústria, da diplomacia econômica e do setor empresarial do Mercosul e da União Europeia. Organizado pelo Clube de Mulheres de Negócios em Língua Portuguesa, o encontro consolidou-se como um espaço internacional de cooperação, diálogo e elaboração de estratégias comuns para ampliar a participação das mulheres na economia global.
Entre os destaques da programação, o Painel 2 — “Mulheres do Comércio e da Indústria: Como o Acordo Mercosul–UE Pode Impulsionar Negócios Liderados por Mulheres” — reuniu especialistas e autoridades que atuam diretamente na formulação de políticas, na promoção comercial e no fortalecimento de cadeias produtivas.
Integraram a mesa do referido painel:
A mediação foi conduzida pela jornalista Mara Marttinez.
Diversidade e inserção global como motores de competitividade
As painelistas detalharam como o Acordo Mercosul–União Europeia, cuja assinatura é aguardada para o próximo mês, pode abrir novas rotas de exportação, ampliar a integração produtiva e fortalecer pequenas e médias empresas comandadas por mulheres. A análise destacou temas como inovação, diversificação de mercados, políticas de sustentabilidade, transição energética, industrialização verde e governança comercial.
Representando o Instituto Global ESG, Paola Comin enfatizou a capacidade das mulheres de impulsionar cadeias produtivas e aproveitar oportunidades internacionais:
“Quando olhamos para o Acordo Mercosul–UE sob a perspectiva feminina, descobrimos algo poderoso: novas rotas de exportação podem incluir pequenas e médias empresas lideradas por mulheres; cadeias produtivas tornam-se mais competitivas quando incorporam diversidade e inovação; e oportunidades internacionais deixam de ser exceção para se tornarem estratégia.”
Comin reforçou que o fortalecimento das mulheres no comércio internacional depende de qualificação, estrutura institucional e construção de redes de apoio:
“É o tipo de diálogo que muda como a mulher empresária se posiciona dentro do cenário global. Ampliar a visão sobre o que é possível conquistar quando a economia abre portas é essencial — e nós ocupamos esses espaços com consciência e preparo.”
Instituto Global ESG amplia atuação internacional
A participação do Instituto Global ESG ocorreu após a formalização do acordo de cooperação técnica firmado com o Clube MNLP, que prevê integração em projetos internacionais, apoio técnico e construção conjunta de pautas estratégicas para mulheres empreendedoras. No Fórum, Paola Comin apresentou análises alinhadas a essa agenda, reunindo perspectivas sobre competitividade global, diplomacia econômica, inovação e sustentabilidade.
Além de sua atuação pelo Instituto Global ESG, Comin também representa o Brasil em instâncias internacionais dedicadas ao desenvolvimento de pequenas e médias empresas, como a Enterprise Europe Network (EEN), na qual o Instituto ocupa cadeira como membro efetivo.
Cooperação para um futuro econômico liderado por mulheres
A edição deste ano reuniu empresárias, lideranças públicas, autoridades governamentais, representantes de organismos internacionais e integrantes da sociedade civil, reforçando que a construção de um ambiente econômico inclusivo demanda ações coordenadas entre setores e países.
Realizado às vésperas da consolidação de um dos maiores acordos comerciais do mundo, o Fórum Mulheres Mercosul–UE demonstrou que ampliar a presença feminina no comércio e na indústria é condição necessária para o crescimento sustentável e para o fortalecimento das relações internacionais.
A mensagem que sintetizou o encontro ecoa o propósito central do Fórum: mulheres não apenas participam do cenário econômico — elas decidem, constroem e influenciam os novos rumos da integração Mercosul–União Europeia.