Com protagonismo na COP30, Caixa estrutura ações para descarbonizar a habitação e financiar cidades resilientes

Instituição destaca acreditação na ONU, medidas de resposta climática e cooperação com o Instituto Global ESG em iniciativas de finanças sustentáveis

17/11/2025 21h22 - Atualizado há 2 semanas

Com protagonismo na COP30, Caixa estrutura ações para descarbonizar a habitação e financiar cidades
Victor Vilela

A Caixa Econômica Federal reafirmou sua posição como uma das principais lideranças brasileiras na agenda climática global ao apresentar, durante a COP30, um conjunto de iniciativas estruturantes voltadas à transição ecológica, à inovação em finanças sustentáveis e à preparação de cidades para os efeitos das mudanças climáticas. Correalizadora da Conferência — a primeira realizada no Brasil — a instituição ampliou sua presença estratégica em debates internacionais e consolidou ações que a posicionam como agente central na descarbonização de setores-chave da economia.

 

Durante participação conjunta com o Instituto Global ESG no espaço oficial da Caixa, foi destacada a trajetória de Jean Benevides, vice-presidente de Sustentabilidade do banco, cuja atuação de mais de duas décadas foi decisiva para a evolução das diretrizes ambientais, sociais e de governança da instituição. Para Sóstenes Marchezine, vice-presidente do Instituto Global ESG, o momento simboliza um alinhamento raro entre governança pública, instrumentos financeiros e compromissos climáticos.

É uma honra estar ao lado de uma instituição que traduz a agenda ESG em entregas concretas para o país. A liderança da Caixa — e do Jean, em especial — é determinante para reconstruir pilares estruturais de financiamento e de desenvolvimento urbano sustentável”, afirmou.

 

Habitação Net Zero: descarbonização da construção civil

Entre os principais anúncios, destacou-se o avanço da Coalizão pela Habitação Sustentável (Net Zero), iniciativa integrada por 21 instituições e liderada pela Caixa, maior financiadora habitacional do país. A proposta tem como objetivo descarbonizar toda a cadeia produtiva da construção civil, incorporando novos parâmetros para materiais, tecnologias, infraestrutura e modelos de financiamento.

 

Para Jean Benevides, a COP30 simboliza um ponto de virada em direção a ações efetivas:

A Caixa quer transformar esta conferência na ‘COP da ação’. A Coalizão pela Habitação Net Zero permite apresentar soluções efetivas para descarbonizar uma cadeia produtiva essencial ao Brasil.

 

A agenda prevê mudanças sistêmicas na forma como o país projeta, constrói e financia habitação, conectando sustentabilidade, inovação e políticas públicas.

 

Acesso ao Fundo Verde do Clima

A Caixa também reforçou sua acreditação junto ao Fundo Verde do Clima (Green Climate Fund – GCF), mecanismo multilateral das Nações Unidas voltado ao financiamento climático. A instituição é uma das duas únicas entidades brasileiras aptas a acessar diretamente esses recursos, ao lado do BNDES. A habilitação permitirá ampliar investimentos destinados a projetos de cidades resilientes, modernização de infraestrutura urbana e mitigação dos impactos de eventos climáticos extremos.

 

Protocolo para desastres ambientais

Outro anúncio relevante foi o lançamento do Protocolo de Atuação para Desastres Ambientais e Climáticos, apresentado durante a COP30 e já colocado em prática no estado do Paraná após uma catástrofe ambiental recente. O instrumento estabelece diretrizes para resposta rápida, atuação integrada e suporte a municípios atingidos, reforçando o compromisso da Caixa com medidas de adaptação climática.

 

Segundo Benevides, iniciativas dessa natureza demonstram que o Brasil é capaz de apresentar soluções concretas à comunidade internacional:

O país tem uma agenda efetiva de mitigação e adaptação. A COP30 é uma vitrine para mostrar, compartilhar e aprimorar soluções. Estamos comprometidos com entregas reais.

 

 

Parceria estratégica com o Instituto Global ESG

 

O Instituto Global ESG integra a Coalizão pela Habitação NetZero e mantém cooperação contínua com a Caixa em iniciativas como o Programa ESG20+, o Manifesto do ESG na Prática e o Conselho Permanente de Finanças Sustentáveis. O trabalho conjunto busca disseminar práticas de finanças sustentáveis, fortalecer o ecossistema de governança climática e promover os 20 Princípios Norteadores do ESG para o Desenvolvimento Sustentável.

 

Ao final do encontro, Marchezine destacou a centralidade do fator humano nesse processo:

São pessoas que fazem a diferença nas instituições. O trabalho contínuo de lideranças como o Jean permitiu que a Caixa chegasse à COP30 com credibilidade, maturidade e senso de responsabilidade pública.

 

A atuação da Caixa na COP30 evidencia a consolidação de uma agenda climática robusta, orientada pela inovação, pela cooperação institucional e pela implementação de instrumentos capazes de transformar a infraestrutura urbana e o financiamento sustentável no Brasil.


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