Em edição especial do Global Podcast (TV Global ESG), o chairman do Grupo Arnone e presidente do Instituto Global ESG, Alexandre Arnone, entrevista Paola Comin, diretora de Relações Internacionais do Instituto, sobre os resultados da mais recente missão à China.
A conversa detalha acordos de cooperação técnica em redução de carbono e cadeia de café, a estruturação de operações diretas de exportação (com destaque para patas de frango, açúcar e soja) e a tarefa prioritária de atração de uma companhia aérea chinesa para instalar um hub no Brasil.
Assista: youtu.be/VCQvcL6kQiI
Lide
Segundo os entrevistados, a agenda consolidada em Macau — durante a CPLPEX, feira de países de língua portuguesa inserida na Macau International Fair — elevou o patamar da cooperação sino-brasileira ao combinar diplomacia econômica, transferência tecnológica e implementação de métricas ESG em frentes com potencial de impacto imediato nas cadeias produtivas brasileiras.
“Voltamos da China com uma missão clara: atrair um hub aéreo. Isso reposiciona o Brasil nas rotas com a Ásia e destrava oportunidades em turismo, cargas e investimentos”, afirmou Paola Comin.
Contexto: Macau como ponte lusófona
Ao relatar a experiência na CPLPEX, Paola observou que o português segue como idioma operacional do evento, o que facilita a interlocução com empresas e autoridades chinesas. A comitiva brasileira foi multissetorial (tecnologia, saúde, beleza, commodities e, pela primeira vez, ESG) e contou, segundo ela, com 21 estandes e um pavilhão exclusivo de mais de 100 m² destinado ao ecossistema Grupo Arnone/Instituto Global ESG.
“A língua comum abre portas e acelera a construção de confiança — essencial para transformar encontros em negócios e projetos com métricas ESG claras”, disse Paola.
Acordos anunciados no podcast
Baixo carbono — O Instituto firmou acordo de cooperação técnica com a Low Carb Agency (Macau), visando transferência de tecnologia e projetos de redução de emissões.
Café — Houve entendimento com associação/corporação de cafecultores da RAEM (Macau, Hong Kong e Ham Chin) para exportação de café brasileiro e intercâmbio tecnológico em qualidade e produtividade.
Commodities — O Grupo Arnone, “como detentor das operações”, estruturará exportações diretas de patas de frango, açúcar e soja, privilegiando relacionamento sem intermediários e “segurança jurídica e operacional”, conforme a entrevista.
“Não basta falar de ESG. Nosso compromisso é implantar soluções, evitar o greenwashing e oferecer entregas verificáveis para descarbonização, compliance e geração de valor”, afirmou Alexandre Arnone.
Aviação: desenho de um hub e desafios regulatórios
O principal desdobramento imediato, segundo Paola, é a carta de “irmanação” recebida de representantes chineses para instalação de um hub aéreo no Brasil. A modelagem exigirá:
Cadeias agro: barreiras técnicas e rastreabilidade
A entrevista destaca demanda chinesa por proteínas e insumos. No caso das patas de frango, produto de alto consumo no país asiático, o grupo relata negociações com frigoríficos brasileiros. A viabilidade depende de:
“Atuamos da origem à entrega, com segurança jurídica, governança ESG e eficiência tributária e aduaneira”, disse Arnone, ressaltando que o desenho operacional busca evitar intermediários.
Infraestrutura e tecnologia: lições práticas
Paola relata ter observado eficiência de obras com mínima perturbação urbana e soluções temporárias inteligentes. Segundo ela, há interesse chinês por ferrovias e por novas montadoras no Brasil, além de cooperações em IA aplicada, gestão de projetos, monitoramento ESG e redução de emissões.
“Queremos trazer a combinação de tecnologia, planejamento e execução eficiente que vimos na China, aliando investimentos privados a métricas de impacto”, afirmou.
Por que isso importa
A missão, tal como descrita no podcast, conecta diplomacia econômica e padrões ESG “na prática” — com foco em projetos mensuráveis, transferência tecnológica e governança. O movimento dialoga com as discussões brasileiras sobre transição ecológica, taxonomias de sustentabilidade e reforma tributária, áreas citadas no episódio como vetores de mitigação de risco e atração de capital.
Próximos passos indicados pelos entrevistados
Trechos da entrevista
- Sobre a transversalidade do ESG — “Tudo no mundo hoje gira em volta da sustentabilidade e do legado que queremos reverberar.” (Paola Comin)
- Crítica ao greenwashing — “Só marketing não resolve descarbonização; é preciso implantação e implementação.” (Alexandre Arnone)
- Hospitalidade e cultura de negócios — “CEOs de grandes multinacionais tratam todos do mesmo modo. A relação é direta e cordial, o que acelera decisões.” (Paola Comin)
Serviço
Global Podcast – Edição Especial | Missão Internacional Brasil–China
Disponível em: youtu.be/VCQvcL6kQiI