A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), referência nacional e internacional em pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável no setor agropecuário, foi designada como entidade-membro efetiva do Conselho Permanente de Economia Circular e Cadeias Produtivas Sustentáveis do Programa ESG20+, com a missão de promover a reutilização de recursos, o uso racional de insumos e a redução de desperdícios, contribuindo para a descarbonização e a competitividade de modelos produtivos sustentáveis, aspectos diretamente alinhados à expertise da instituição.
Como subsídio ao Acordo de Cooperação Técnica que está em fase de elaboração conjunta e tramitação interna na Embrapa para ser estabelecido com o Instituto Global ESG, a Portaria nº 001/ESG20+, de 12 de fevereiro de 2025, foi publicada formalmente pelo Movimento Interinstitucional ESG na Prática, uma iniciativa do referido Instituto - organização da sociedade civil que exerce a secretaria-executiva e o apoio técnico do movimento e da Frente Parlamentar ESG na Prática do Congresso Nacional (FPESG), presidida pelo Deputado Federal Flávio Nogueira.
O colegiado em questão lidera o princípio 5 do Programa ESG20+, com o objetivo macro de fortalecer a governança sustentável e a responsabilidade socioambiental no Brasil, além de nortear um plano estratégico para as próximas duas décadas, com objetivos de curto, médio e longo prazo, no contexto do mapeamento, da construção e do aperfeiçoamento contínuo do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável.
O diretor-executivo de Governança e Informação da Embrapa, Alderi Emídio de Araújo, celebrou o momento como histórico para a Embrapa, que recentemente celebrou 50 anos de ininterruptas atividades e de relevante importância para o desenvolvimento econômico do Brasil. Araújo reforçou a máxima atenção da sua diretoria para “promover a divulgação e a sensibilização de todas as representações, unidades, setores e órgãos vinculados, direta ou indiretamente, à Embrapa, alem dos parceiros e stakeholders de seu amplo ecossistema, no contexto dos 20 Princípios do Programa ESG20+ e do Movimento ESG na Prática, incentivando-os a participar e contribuir ativamente, na medida das suas atribuições e competências, com as atividades conjunturais desse plano estratégico relevante para o país”.
Alderi afirmou que a produção de alimentos deve estar baseada em princípios de sustentabilidade, destacando a vulnerabilidade do planeta. Ele ressaltou que, embora a humanidade possa realizar diversas atividades na Terra, não pode explorar seus recursos de forma indiscriminada. “Temos a honra de nos associarmos ao Movimento ESG na Prática com esse compromisso: um compromisso de nós construirmos um mundo melhor, um mundo em que a gente possa viver com segurança.”, completou.
Na avaliação do Movimento, a Embrapa, líder setorial em pesquisa, inovação e desenvolvimento sustentável, tem potencial para contribuir com a elaboração de políticas públicas, marcos regulatórios e certificações, além de apoiar a construção de metodologias, métricas e indicadores de impacto, com foco inclusive na padronização e comparabilidade.
Participação transversal e estruturação conjunta de ações
A Embrapa, além da assunção ao Conselho Permanente do Princípio 5 com papel estratégico na promoção de cadeias produtivas sustentáveis, economia circular e resiliência socioambiental, também terá participação consultiva em todos os demais 19 Conselhos Permanentes do Programa ESG20+, instituídos para cada um dos 20 princípios do Manifesto, fortalecendo a sinergia entre inovação, ciência e governança sustentável e garantindo que soluções técnicas e científicas sejam aplicadas transversalmente em cada um dos motes norteadores, maximizando seu impacto no Brasil e no cenário global.
Além disso, a empresa poderá propor a estruturação de outros colegiados e iniciativas no âmbito do Movimento Interinstitucional ESG na Prática e do Programa ESG20+, possibilitando que a ciência e a pesquisa agropecuária contribuam de maneira estratégica, a partir do alinhamento dos eixos estratégicos da Embrapa, em sinergia com as demais instituições envolvidas na iniciativa. A Embrapa indicará representantes para compor os colegiados e as iniciativas, em conformidade com a evolução das atividades.
“A Embrapa se posiciona como uma das protagonistas na implementação dos 20 Princípios Norteadores do ESG para o Desenvolvimento Sustentável, permitindo sua atuação transversal em diversos setores, desde inovação e tecnologias limpas até o combate ao greenwashing.”, afirmou o advogado Alexandre Arnone, fundador e presidente do Instituto Global ESG e do Movimento Interinstitucional ESG na Prática, além de chairman do Grupo Arnone e sócio-nominal da Arnone Advogados. “A participação da Embrapa representa um passo significativo para consolidar o Brasil como referência em governança sustentável, tornando a pesquisa científica um pilar central para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes e de impacto ambiental positivo.”, completou Arnone.
De acordo com o advogado Sóstenes Marchezine, “os 20 Princípios Norteadores do ESG nasceram com o objetivo de valorizar o legado de Kofi Annan e celebrar o período de 2004 a 2024, já o Programa ESG20+ tem como visão dar continuidade a este legado com a implementação prática do ESG entre os anos de 2025 a 2045, fazendo parte de um compromisso de convergência entre instituições e setores para o alcance do desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental, a promoção da justiça social e o fomento da governança institucional público-privada”. Para Marchezine, que é vice-presidente do Instituto Global ESG, cofundador do Movimento Interinstitucional ESG na Prática e Secretário-Executivo da FPESG, “a participação da Embrapa engrandece e reforça o movimento que já conta com o diálogo, a sinergia e a parceria em múltiplas formas de mais de uma centena de entidades, instituições, empresas, especialistas, acadêmicos e personalidades diversas”.
No fluxo das atividades discutidas entre as partes em diversas reuniões preparatórias e em regular andamento para a consolidação das diretrizes da atuação, “a Embrapa também poderá desenvolver e validar metodologias, métricas e certificações ESG para setores estratégicos, contribuindo com a construção de instrumentos normativos e regulamentares, bem como com o aprimoramento das práticas sustentáveis no Brasil e no cenário global, contribuindo diretamente para a construção de um marco regulatório”, finalizou Erick Rezende, conselheiro do Instituto Global ESG, secretário de estratégia do Movimento ESG na Prática e representante do Instituto S Company e da S Tech.
Participação no ato
Participaram do encontro, ainda, o Secretário de Qualificação, Emprego e Renda do Ministério do Trabalho e Emprego, Magno Lavigne e, pelo lado da Embrapa, em comitiva, além do diretor Alderi, a gerente-geral de Governança Corporativa e Informação, Cristina Pucci Hercos; a supervisora de Sustentabilidade Corporativa, Marisa Prado Gomes; a Assessora do Diretor-Executivo de Governança e Informação, Fernanda Beserra Evaristo Carvalho e o Analista da Supervisão de Sustentabilidade Corporativa, Fabio Teixeira de Lira.
A programação ainda contou com a presença do diretor-presidente do Grupo Arnone, Julio Colombo; a chefe de gabinete da FPESG, Ana Clara Moura; a Coordenadora de Relações Internacionais do Instituto Global de ESG e Secretária Nacional da Confederação Nacional da Agricultura Familiar, Paola Comin; a Diretora Social do Instituto Idehm e representante da Editora Verde Vida, Marlene Ribeiro; o head penal da Arnone Advogados, Fernando Parente; o consultor Alex Ferreira e a Diretora de Conteúdo da Revista Global ESG, sócia e CFO da Agência Presença e Conexões, Suely Martins.
Integração interinstitucional e multissetorial
O Programa ESG20+, lançado a partir do Manifesto ESG na Prática em um evento no final de 2024 que celebrou os 20 anos do ESG, lançou a FPESG e outorgou a Medalha Kofi Annan - valorizando o legado visionário do líder ganês, ex-secretário-geral das Nações Unidas e criador do ESG. A iniciativa se estrutura como um modelo de governança colaborativa no contexto da sustentabilidade, promovendo a convergência entre diferentes setores e instituições públicas e privadas. O movimento ESG na Prática atua em ampla interface com os Poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, em conexão com órgãos diversos, como a Frente Parlamentar ESG na Prática do Congresso Nacional (FPESG); a Comissão Permanente de Sustentabilidade e de Responsabilidade Social do Conselho Nacional de Justiça (CNJ); e a Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), além de empresas, organizações da sociedade civil, entre outras instituições nacionais e internacionais.
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Acesse os documentos:
Portaria n.001-ESG20, de 12 de fevereiro de 2025.
20 Princípios do ESG para o Desenvolvimento Sustentável - Legado e Ação.
Resolução n. 001-ESG20+, de 27 de novembro de 2024.
Confira a cobertura Especial ESG 20+.