14/03/2024 às 20h00min - Atualizada em 14/03/2024 às 20h00min

Mortalidade infantil atinge mínima histórica em 2022, aponta ONU

A taxa global diminuiu para 51% desde 2000

Por Bianca Rocha
Por Bianca Rocha
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O Grupo Interinstitucional das Nações Unidas para Estimativa da Mortalidade Infantil (UN IGME), divulgou na última quarta-feira (13), que o número de crianças que morreram antes de completar cinco anos, atingiu um mínimo histórico, caindo para 4,9 milhões em 2022 em todo o mundo. A taxa global de mortalidade infantil abaixo dos cinco anos diminuiu em 51% desde 2000. No Brasil, a queda foi de 60% no mesmo período.

Camboja, Malawi, Mongólia e Ruanda reduziram a mortalidade abaixo dos 5 anos em mais de 75% no período.  
 

“O local de nascimento de uma criança não deve ditar se ela vive ou morre. É crucial melhorar o acesso a serviços de saúde de qualidade para todas as mulheres e crianças, inclusive durante emergências e em áreas remotas”, enfatiza o Dr. Tedros Adhanom Ghebreyesus, Diretor-Geral da OMS.


Além dos 4,9 milhões de vidas perdidas antes dos 5 anos, -  quase metade das quais eram recém-nascidos - as vidas de outros 2,1 milhões de crianças, adolescentes e jovens com idades entre 5 e 24 anos também foram interrompidas. A maioria dessas mortes estava concentrada na África Subsaariana e no Sul da Ásia.

O relatório indica que a perda de vida se deve principalmente a causas evitáveis ou tratáveis, como parto prematuro, complicações no momento do nascimento, pneumonia, diarreia e malária. 
 

“Muitas vidas poderiam ter sido salvas com melhor acesso à atenção primária à saúde de alta qualidade, incluindo intervenções essenciais e de baixo custo, como vacinações, disponibilidade de pessoal de saúde qualificado no momento do nascimento, apoio à amamentação precoce e contínua, e diagnóstico e tratamento de doenças infantis”, destaca.
 



Além disso, o relatório enfatiza que embora os números globais mostram sinais encorajadores de progresso, também existem ameaças substanciais e desigualdades que colocam em risco a sobrevivência infantil em muitas partes do mundo

Essas ameaças incluem o aumento da desigualdade e da instabilidade econômica, conflitos novos e prolongados, o impacto das mudanças climáticas e as consequências da COVID-19. Crianças nascidas nos lares mais pobres têm o dobro de chances de morrer antes dos cinco anos em comparação com os lares mais ricos. Já crianças que vivem em ambientes frágeis ou afetados por conflitos têm quase três vezes mais chances de morrer antes de completar cinco anos.

O estudo também destacou grandes lacunas nos dados, particularmente na África Subsaariana e no Sul da Ásia, onde o fardo da mortalidade é alto. ODS, e 64 países não atingirão a meta de mortalidade neonatal, ou seja, até 35 milhões de crianças podem morrer antes de completar cinco anos até 2030. Esse número será suportado principalmente por famílias na África Subsaariana e no Sul da Ásia, ou em países de baixa e média renda. 
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