26/01/2024 às 08h00min - Atualizada em 26/01/2024 às 08h00min

Nova Indústria Brasil pode acelerar produção de veículos elétricos no Brasil

Programa espera destinar R$ 300 bilhões para financiamento do setor industrial até 2026

Por Willian Oliveira
Por Willian Oliveira
Envato
Em uma movimentação estratégica para revitalizar a indústria nacional e colocar o Brasil na vanguarda da tecnologia de mobilidade sustentável, o governo federal lançou o programa "Nova Indústria Brasil" na última segunda-feira (22/1). Com uma previsão de investimentos da ordem de R$ 300 bilhões até 2026, o programa tem como objetivo principal financiar o setor industrial do país, com especial atenção ao desenvolvimento e à produção de veículos elétricos, um segmento considerado chave para o futuro da indústria automotiva global.

Os recursos destinados a este ambicioso programa serão majoritariamente administrados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que não só fornecerá crédito como também participará acionariamente em empresas atuantes em setores estratégicos. Dentre estes, destacam-se as companhias focadas em minerais críticos, baterias e, claro, veículos elétricos.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, destacou a importância deste investimento para o futuro da indústria nacional: "Dispomos de R$ 8 bilhões para investir diretamente em empresas. Estamos falando de um compromisso de longo prazo com setores que serão fundamentais para a mobilidade elétrica e sustentável."

Além disso, Mercadante ressaltou a relevância de o Brasil acompanhar as grandes economias mundiais na implementação de pacotes de incentivo à indústria para assegurar uma posição competitiva no mercado global.
 
O programa "Nova Indústria Brasil" surge em um momento crucial, onde a demanda global por veículos elétricos e, consequentemente, por minerais críticos como o lítio, experimenta um crescimento exponencial. A iniciativa visa não apenas fomentar a produção nacional de ônibus elétricos – com cinco fábricas já operando no país em empresas como Mercedes-Benz, Marcopolo, BYD e Eletra – mas também assegurar uma presença estratégica do Brasil no mercado de minerais críticos, aproveitando a sétima maior reserva de lítio do mundo localizada em território nacional.

Este foco não se limita à produção; estende-se também ao financiamento de iniciativas como a aquisição de até 1,3 mil ônibus elétricos pela cidade de São Paulo, representando um investimento de R$ 2,5 bilhões já aprovados pelo BNDES no último ano. Estes veículos, movidos exclusivamente a bateria, marcarão um importante passo para a redução das emissões de carbono no transporte público urbano.

No cenário internacional, a corrida pelo lítio e outros minerais críticos se acelera, com a China dominando o processamento e a produção de baterias elétricas. No Brasil, a disputa pelo "ouro branco" se intensifica, com gigantes automobilísticas como Volkswagen e BYD competindo pela aquisição da Sigma Lithium, maior produtora de lítio do país, localizada no emergente Vale do Lítio, em Minas Gerais. A Sigma Lithium destaca-se por oferecer um produto "verde", com processamento que garante zero emissões de carbono e baixo impacto ambiental.
 

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