Paola Comin destaca ESG como fator de competitividade internacional em podcast do CIESP
Em participação no CIESPCAST, internacionalista do Grupo Arnone e do Instituto Global ESG analisou novas exigências para exportação, atração de investimentos e integração da indústria brasileira às cadeias globais de valor
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A internacionalista Paola Comin participou do CIESPCAST, podcast promovido pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), para discutir como o avanço das exigências ambientais, sociais e de governança está transformando as estratégias de produção, exportação e inserção das empresas brasileiras no mercado internacional.
Com o tema “ESG Sem Fronteiras — As novas regras para produzir, exportar e fazer negócios”, o episódio foi conduzido por Rita Campagnoli, diretora do Departamento de Relações Exteriores do CIESP (DEREX/CIESP). Durante a conversa, Paola, apresentada pelo programa como diretora de Relações Internacionais do Grupo Arnone, também compartilhou experiências e iniciativas desenvolvidas pelo Instituto Global ESG.
A discussão abordou a mudança de posição da agenda ESG no ambiente empresarial. Critérios antes percebidos principalmente como diferenciais reputacionais passaram a influenciar, de maneira mais direta, o acesso a mercados, a atração de investimentos, a relação com parceiros comerciais e a participação nas cadeias globais de valor.
“ESG não é mais uma agenda do futuro. É uma agenda de competitividade do presente”, afirmou Paola.
Segundo ela, as empresas precisam compreender a sustentabilidade para além do cumprimento formal de exigências, incorporando-a à estratégia, à gestão de riscos e à própria capacidade de competir internacionalmente.
A Europa recebeu atenção especial no debate, diante do avanço de normas, mecanismos de rastreabilidade e requisitos socioambientais que alcançam não apenas companhias sediadas no continente, mas também fornecedores e parceiros comerciais de diferentes países. Nesse contexto, empresas brasileiras interessadas em ampliar ou preservar sua presença no mercado europeu precisam acompanhar a evolução regulatória e demonstrar maior consistência em seus processos de governança e sustentabilidade.
“Mais do que cumprir exigências, estamos falando de transformar sustentabilidade em estratégia de negócios e preparar a indústria brasileira para o futuro do comércio internacional”, destacou Paola.
A internacionalista ressaltou ainda que a consolidação das práticas ESG deve ser compreendida como parte de uma transformação mais ampla da economia global. A adoção de critérios ambientais, sociais e de governança repercute na avaliação de riscos, no financiamento, na reputação corporativa e na formação de relações comerciais duradouras.
Ao apresentar o trabalho desenvolvido pelo Instituto Global ESG, Paola enfatizou a importância de aproximar o conhecimento técnico sobre sustentabilidade da realidade das organizações. Para ela, a preparação das empresas brasileiras depende da capacidade de converter tendências internacionais e novas exigências de mercado em práticas institucionais aplicáveis, com reflexos concretos sobre planejamento, inovação e competitividade.
A participação também reforçou a relevância do diálogo entre entidades representativas da indústria, empresas e organizações dedicadas à agenda do desenvolvimento sustentável.
"É uma honra poder levar o trabalho do Instituto Global ESG a uma instituição que representa a força e a relevância da indústria brasileira e contribuir para um debate tão importante para o futuro dos negócios”, declarou.
O CIESPCAST foi transmitido em 6 de agosto pelo canal do CIESP Sul no YouTube. O episódio apresenta uma análise sobre os impactos das práticas ESG no presente e no futuro dos negócios, com atenção aos desafios e às oportunidades relacionados à internacionalização da indústria brasileira.
Para acessar o podcast na íntegra: