ESG

Proposta de criação de instância permanente de alinhamento entre ESG e ODS avança para etapa nacional da Conferência

Iniciativa priorizada pela sociedade na Plataforma Brasil Participativo busca fortalecer a integração entre indicadores, metas e estratégias de sustentabilidade no Brasil

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A criação do princípio e do Conselho Permanente de Alinhamento e Parametrização entre ESG e Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) foi uma das propostas priorizadas pela sociedade durante a Etapa Digital da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada por meio da Plataforma Brasil Participativo, do Governo Federal.

A iniciativa foi construída durante a etapa livre “Legado Kofi Annan: Governança, Sustentabilidade e Impacto no Brasil” e passa a integrar oficialmente o conjunto de proposições que serão debatidas na etapa nacional da Conferência, em Brasília.

A proposta está vinculada ao Programa ESG20+, concebido a partir das reflexões sobre os vinte anos da agenda ESG e voltado à construção de instrumentos capazes de ampliar a convergência entre sustentabilidade, governança e desenvolvimento.

O objetivo é estruturar uma instância permanente de diálogo técnico e institucional destinada a promover o alinhamento entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas e os diferentes referenciais ESG atualmente utilizados por governos, empresas, investidores, universidades, organismos multilaterais e organizações da sociedade civil.

A iniciativa parte do entendimento de que um dos principais desafios da agenda sustentável contemporânea reside na multiplicidade de métricas, indicadores, metodologias e critérios de avaliação, muitas vezes desenvolvidos de forma paralela e sem mecanismos permanentes de harmonização.

Nesse contexto, a proposta busca fortalecer a interoperabilidade entre instrumentos de monitoramento, ampliar a comparabilidade de resultados e contribuir para a construção de parâmetros mais consistentes para avaliação de impactos econômicos, sociais, ambientais e institucionais.

Entre os objetivos estão a promoção de maior coerência entre estratégias públicas e privadas, a racionalização de indicadores, o fortalecimento da governança baseada em evidências e a ampliação da capacidade de acompanhamento dos avanços relacionados à Agenda 2030.

A proposta também prevê a valorização do diálogo multissetorial como instrumento de construção coletiva de referências técnicas, permitindo maior integração entre academia, setor produtivo, órgãos governamentais, organismos internacionais e sociedade civil organizada.

Os proponentes defendem que o alinhamento entre ESG e ODS representa uma etapa necessária para ampliar a efetividade das políticas públicas, fortalecer mecanismos de prestação de contas e criar ambientes mais favoráveis à implementação de iniciativas sustentáveis em escala nacional.

Ao propor a criação de uma instância permanente de parametrização e alinhamento, a iniciativa busca contribuir para a consolidação de uma linguagem comum capaz de aproximar diferentes agendas, setores e instrumentos de governança em torno de objetivos compartilhados de desenvolvimento sustentável.

A relatoria da proposta está vinculada à executiva Marisa Prado, especialista em Sustentabilidade e ESG da Embrapa, responsável pela condução técnica das discussões relacionadas ao tema.

Com a priorização obtida por meio da Plataforma Brasil Participativo, a proposta passa a integrar oficialmente o debate nacional da 1ª Conferência Nacional dos ODS, reforçando a importância da coordenação institucional e da convergência metodológica para o fortalecimento da Agenda 2030 no Brasil.

 

Outras propostas da etapa “Legado Kofi Annan”

Também foram priorizadas pela sociedade propostas relacionadas ao reconhecimento do Sistema de Inventário de Ciclo de Vida (SICV Brasil) como plataforma nacional de dados sustentáveis; ao fortalecimento do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável (MRESG); ao reconhecimento do dia 8 de abril como Dia Internacional do ESG para o Desenvolvimento Sustentável; à incorporação do ESG como instrumento de prosperidade, educação e formação de lideranças; e à valorização de experiências práticas de implementação da agenda ESG como aceleradoras dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.