Educação para sustentabilidade e formação de lideranças ganham espaço na Conferência Nacional dos ODS
Proposta construída na etapa “Legado Kofi Annan” foi priorizada pela sociedade e defende a incorporação do ESG como instrumento de prosperidade, cidadania e desenvolvimento sustentável
A educação voltada à sustentabilidade, à cidadania e à formação de novas lideranças passou a integrar o conjunto de temas priorizados pela sociedade para debate na etapa nacional da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
A proposta foi construída durante a etapa livre “Legado Kofi Annan: Governança, Sustentabilidade e Impacto no Brasil” e selecionada na Etapa Digital da Conferência por meio de votação pública realizada na Plataforma Brasil Participativo, do Governo Federal.
A iniciativa propõe a incorporação do ESG como oportunidade estratégica para a construção de um conceito ampliado de prosperidade, associando desenvolvimento econômico, inclusão social, responsabilidade ambiental e fortalecimento institucional.
O texto aprovado destaca a importância da educação como ferramenta estruturante para a implementação da Agenda 2030, defendendo o fortalecimento do letramento em sustentabilidade e a ampliação do acesso da juventude a conteúdos relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e às práticas ESG.
A proposta também busca estimular a criação e o fortalecimento de disciplinas, programas acadêmicos, projetos de extensão, atividades de pesquisa e iniciativas de formação voltadas à sustentabilidade em instituições de ensino de diferentes níveis.
Entre os objetivos estão o desenvolvimento de competências voltadas à governança, à inovação, à ética, à responsabilidade socioambiental e à construção de soluções para desafios contemporâneos relacionados ao desenvolvimento sustentável.
Os defensores da iniciativa argumentam que a formação de novas lideranças capazes de compreender e aplicar os princípios da Agenda 2030 representa um dos fatores determinantes para a construção de políticas públicas mais efetivas e para o fortalecimento da cultura da sustentabilidade no país.
A proposta também busca aproximar universidades, escolas, centros de pesquisa, setor produtivo e organizações da sociedade civil, fortalecendo a produção de conhecimento e a aplicação prática de soluções sustentáveis.
A relatoria da iniciativa está vinculada à Fundação Getulio Vargas (FGV Brasília), com participação da professora Giuliana e do professor Wilson Nobre.
Com a priorização obtida na Plataforma Brasil Participativo, o tema passa a integrar oficialmente os debates nacionais da Conferência dos ODS, reforçando a centralidade da educação para o cumprimento da Agenda 2030.
Outras propostas da etapa “Legado Kofi Annan”
Além da proposta voltada à educação para sustentabilidade, foram priorizadas iniciativas relacionadas ao reconhecimento do SICV Brasil como plataforma nacional de dados sustentáveis; ao fortalecimento do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável (MRESG); à criação do Conselho Permanente de Alinhamento entre ESG e ODS; ao reconhecimento do dia 8 de abril como Dia Internacional do ESG para o Desenvolvimento Sustentável; e à valorização de casos práticos de implementação da agenda ESG como instrumento de aceleração dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.