Proposta para criação do Dia Internacional do ESG avança após priorização popular na Conferência Nacional dos ODS
Iniciativa construída na etapa “Legado Kofi Annan” propõe o reconhecimento de 8 de abril como marco internacional dedicado à governança sustentável e ao legado de Kofi Annan
A proposta de reconhecimento do dia 8 de abril como Dia Internacional do ESG para o Desenvolvimento Sustentável foi uma das iniciativas priorizadas pela sociedade durante a Etapa Digital da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), realizada por meio da Plataforma Brasil Participativo, do Governo Federal.
Construída durante a etapa livre “Legado Kofi Annan: Governança, Sustentabilidade e Impacto no Brasil”, a proposta passa agora a integrar o conjunto de contribuições que serão debatidas na etapa nacional da Conferência, em Brasília.
A iniciativa busca consolidar internacionalmente uma data dedicada à reflexão, mobilização e promoção de práticas relacionadas à governança ambiental, social e corporativa, associando o marco ao legado de Kofi Annan, ex-secretário-geral das Nações Unidas e uma das principais lideranças globais vinculadas à promoção do desenvolvimento sustentável.
A escolha do dia 8 de abril remete ao nascimento de Kofi Annan, diplomata ganês que liderou a Organização das Nações Unidas entre 1997 e 2006, período marcado pela consolidação do Pacto Global das Nações Unidas, pelo fortalecimento da agenda internacional de sustentabilidade e pelo avanço das discussões que contribuíram para a evolução dos atuais referenciais ESG.
Os defensores da proposta argumentam que a criação de uma data de referência possui potencial para ampliar ações de conscientização, educação, formação e articulação institucional em torno dos desafios relacionados à sustentabilidade, à governança e à Agenda 2030.
A iniciativa também pretende estimular a realização de eventos, campanhas, programas educacionais, pesquisas, fóruns e atividades voltadas à disseminação de boas práticas de gestão sustentável em diferentes setores da sociedade.
A proposta dialoga com o crescente protagonismo que temas relacionados à governança, responsabilidade corporativa, direitos humanos, integridade, mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável vêm assumindo em agendas públicas e privadas ao redor do mundo.
A relatoria da proposta está vinculada ao Instituto Global ESG, sob condução de Paola Comin, diretora de Relações Internacionais da instituição.
Com a priorização obtida junto à sociedade por meio da Plataforma Brasil Participativo, o tema passa a integrar oficialmente os debates da etapa nacional da Conferência dos ODS, ampliando a discussão sobre mecanismos de mobilização em torno da sustentabilidade e da Agenda 2030.
Outras propostas da etapa “Legado Kofi Annan”
Também foram priorizadas propostas relacionadas ao reconhecimento do SICV Brasil como plataforma nacional de dados sustentáveis; ao fortalecimento do Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável (MRESG); à criação do Conselho Permanente de Alinhamento e Parametrização entre ESG e ODS; à incorporação do ESG como instrumento de prosperidade e educação para sustentabilidade; e à valorização de experiências práticas de implementação da agenda ESG como aceleradoras dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.