Mulheres que Pensam o Brasil reúne lideranças femininas no Salão Nobre Kofi Annan, em Brasília, para debater protagonismo, maternidade, governança e transformação social

Encontro promovido nas dependências do Instituto Global ESG reuniu lideranças dos setores institucional, político, empresarial, acadêmico, indígena e da sociedade civil em torno da construção de redes de apoio, ocupação de espaços de poder e fortalecimento da participação feminina nos processos decisórios do país

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Brasília recebeu, no Salão Nobre Kofi Annan, nas dependências do Instituto Global ESG, mais uma edição do encontro “Mulheres que Pensam o Brasil, Mães que Constroem o Futuro”, iniciativa que reuniu lideranças femininas de diferentes setores para discutir protagonismo feminino, maternidade, governança, sustentabilidade, participação política, diversidade e transformação social.

O encontro consolidou-se como um espaço plural de diálogo interinstitucional, reunindo representantes da política, do setor empresarial, da academia, da comunicação, da advocacia, de movimentos sociais e de lideranças indígenas, em um ambiente marcado pela construção coletiva, pela escuta ativa e pela defesa do fortalecimento das mulheres nos espaços de decisão.

Participaram do encontro Lesley Ishii, presidente da Rede Ren de Nikkeis; Gabriela Rollemberg, presidente do movimento Quero Você Eleita; Suely Martins, CEO da Esplanada Comunicação, professora da UPIS e economista; Cristiane Britto, ex-ministra das Mulheres e advogada; Tamara Vizioli, empresária e neurocientista; Paola Comin, diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG; Poliana Krüger, presidente da FAMEAG; Monica Monteiro, vice-presidente da CNBC e presidente da Woman Business Alliance BRICS; Cristiane Nardes, ex-secretária executiva de Governança e Compliance; Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG; e Luciane Kayabi, líder indígena do povo Kayabi, do Mato Grosso.

Ao longo do encontro, as participantes compartilharam experiências pessoais e profissionais relacionadas à maternidade, liderança, desafios institucionais, construção de redes de apoio e participação feminina nos espaços de poder e influência.

A abertura do encontro foi marcada por uma mensagem simbólica de união e construção coletiva:

“Eu uno as minhas mãos às suas. Eu uno o meu propósito aos seus, para que juntas e juntos possamos fazer muito mais do que eu posso fazer sozinha. Eu sou uma, mas não sou só”, destacou uma das participantes durante o início das atividades.

Um dos pontos centrais do debate esteve relacionado à ampliação da presença feminina na política e nos espaços estratégicos de governança. Durante as discussões, foi destacada a construção coletiva da “Carta das Mulheres para a COP30”, iniciativa que reuniu quase cem instituições em torno de pautas relacionadas à sustentabilidade, clima, desenvolvimento social e liderança feminina.

“O que nós queremos é acelerar a ocupação dos espaços de poder pelas mulheres. A construção da Bancada Feminina na COP30 foi fruto de um esforço coletivo de instituições comprometidas com transformação real”, destacou Gabriela Rollemberg, presidente do Quero Você Eleita, ao abordar a articulação institucional desenvolvida nos últimos anos.

O encontro também abordou os impactos da maternidade na trajetória profissional e pessoal das mulheres, especialmente sob a perspectiva da construção de redes de apoio e da divisão de responsabilidades familiares e sociais.

“Maternar é muito mais do que apenas gestar uma criança”, foi uma das reflexões compartilhadas durante o debate, em falas que ressaltaram os desafios enfrentados por mulheres que conciliam liderança, vida profissional, maternidade e atuação pública.

As participantes também enfatizaram a importância da solidariedade feminina como mecanismo de fortalecimento coletivo.

“Tudo faz com que a nossa caminhada seja mais leve quando existe rede de apoio. E essa rede pode transformar trajetórias”, destacou uma das expositoras ao relatar experiências pessoais relacionadas à maternidade e à vida profissional.

Durante o encontro, o Instituto Global ESG reafirmou o compromisso institucional com iniciativas voltadas à liderança feminina, à sustentabilidade e à construção de espaços permanentes de diálogo multissetorial.

“O Instituto Global ESG se uniu ao coletivo Quero Você Eleita justamente para criar um ambiente de debate, construção e fortalecimento de mulheres líderes. O projeto Mulheres que Pensam o Brasil nasce para crescer como um movimento de transformação social e institucional”, destacou Paola Comin, diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG.

Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, também ressaltou a relevância da integração entre governança, diversidade e participação feminina nos processos de construção institucional.

“Quando diferentes experiências, origens e trajetórias passam a ocupar os mesmos espaços de diálogo, nós fortalecemos não apenas a representatividade, mas também a qualidade das decisões e da construção institucional do país”, afirmou.

A presença de lideranças indígenas, empresárias, acadêmicas, comunicadoras, especialistas em governança, representantes da sociedade civil organizada e dirigentes institucionais reforçou o caráter transversal do encontro, que buscou integrar diferentes perspectivas sobre desenvolvimento sustentável, inclusão, participação social e futuro das próximas gerações.

O evento também reforçou o posicionamento do Instituto Global ESG em iniciativas relacionadas à promoção da sustentabilidade na prática, governança colaborativa e fortalecimento de agendas interinstitucionais voltadas ao desenvolvimento sustentável, à diversidade e à ampliação da participação feminina em ambientes estratégicos de liderança no Brasil.