Mulheres que Pensam Brasil articula formação política feminina e liderança suprapartidária no Congresso Nacional

Projeto apresentado por Paola Comin e Gabriela Rollemberg no Senado Federal defende destinação de multas eleitorais para capacitação de mulheres na política e reúne lideranças femininas de diferentes setores em agenda voltada ao fortalecimento da representatividade e do protagonismo feminino

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O fortalecimento da participação feminina nos espaços de liderança política, institucional e social esteve no centro do encontro promovido pelo projeto “Mulheres que Pensam Brasil” e pela iniciativa “Mães que Constroem o Futuro”, conduzidos pelo Instituto Global ESG em articulação com o movimento “Quero Você Eleita”. O evento reuniu mulheres de diferentes áreas de atuação para discutir representatividade, formação política, construção de lideranças e ampliação da presença feminina nos espaços de decisão pública.

Durante a agenda, a diretora de Relações Internacionais do Instituto Global ESG, Paola Comin, destacou que o encontro buscou criar um ambiente de escuta, convergência e fortalecimento coletivo entre mulheres com trajetórias diversas, mas conectadas por desafios comuns relacionados à ocupação de espaços de poder e influência.

“Foi um encontro de mulheres líderes, mulheres que inspiram, mulheres com trajetórias incríveis, que vieram compartilhar suas dores, suas lutas e também suas vitórias. Se hoje são líderes, é porque deixaram legado e abriram caminhos para outras mulheres”, afirmou Paola Comin.

Segundo ela, a proposta central do projeto é estimular que mais mulheres ingressem nos espaços de liderança política, institucional e social, criando mecanismos concretos de incentivo à formação e à capacitação feminina.

A dirigente anunciou ainda que o projeto “Mulheres que Pensam Brasil” foi oficialmente lançado no Senado Federal, em agenda realizada no último dia 21 de maio, com a apresentação de uma proposta voltada à destinação de multas eleitorais para programas de capacitação política, formação institucional e desenvolvimento de lideranças femininas no país.

“Hoje, em muitos casos, essas multas retornam ao fundo eleitoral. O que defendemos é que esses recursos também possam servir como instrumento de transformação, permitindo que mais mulheres tenham acesso à formação política, à liderança e à construção de protagonismo institucional”, explicou.

A iniciativa busca reunir mulheres de diferentes correntes ideológicas e campos de atuação, defendendo uma atuação suprapartidária em torno de pautas relacionadas à ampliação da participação feminina nos espaços de decisão.

“Da extrema esquerda à extrema direita, entendemos que, por sermos mulheres, temos pontos de convergência. Podemos nos unir para fortalecer umas às outras e abrir caminhos para quem ainda acredita que não pode ocupar espaços de liderança”, destacou Paola.

O encontro também trouxe reflexões sobre maternidade, legado, transformação social e formação de novas lideranças femininas, especialmente diante dos desafios históricos de sub-representação das mulheres na política brasileira.

Ao final da agenda, Paola Comin fez um chamado para que mais mulheres participem dos movimentos de formação e liderança promovidos pelo Instituto Global ESG e pelo “Quero Você Eleita”.

“Quando uma mulher levanta a voz e conquista protagonismo, ela inspira outras mulheres que estão em casa e que talvez jamais imaginassem que poderiam chegar a esses espaços. O objetivo é justamente construir pontes para que mais mulheres possam transformar o futuro”, concluiu.

O Instituto Global ESG atua na articulação de agendas voltadas ao desenvolvimento sustentável, governança, participação institucional e fortalecimento de políticas públicas relacionadas ao ESG, ocupando também a secretaria-executiva da Frente Parlamentar ESG na Prática no Congresso Nacional.