ESG

No Dia das Mães, encerramento da Conferência Nacional dos ODS da OAB ressurge como símbolo de legado, afeto e compromisso com as futuras gerações

Momento espontâneo ocorrido durante a “Advocacia Brasileira na Conferência Nacional dos ODS”, realizada em 5 de maio no Conselho Federal da OAB, transformou nomes de filhos e filhas em uma reflexão coletiva sobre sustentabilidade, cidadania e o futuro do Brasil

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Neste domingo, 10 de maio, quando o Brasil celebra o Dia das Mães, um dos momentos mais simbólicos da “Advocacia Brasileira na Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, realizada no último dia 5 de maio pelo Conselho Federal da OAB, em Brasília, ganha novo significado.

Após um dia inteiro de debates envolvendo ESG, governança, justiça social, desenvolvimento sustentável, equidade de gênero, políticas públicas e Agenda 2030, o encerramento do evento foi marcado por uma manifestação espontânea que sintetizou, de forma humana e sensível, o verdadeiro sentido das discussões realizadas ao longo da conferência.

Durante o painel final, integrantes da mesa passaram a citar, um a um, os nomes de seus filhos e filhas, relacionando o debate sobre sustentabilidade ao legado que desejam construir para as futuras gerações.

A cena surgiu naturalmente, sem protocolo prévio, mas rapidamente transformou-se em um dos momentos mais marcantes de toda a programação.

Hoje nós estamos aqui, mas a gente está pensando em uma geração futura, e o futuro é daqui a pouco”, afirmou Ana Clara Moura, diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Instituto Global ESG, ao mencionar o nome do filho, Vitório. “Que façamos pelo Vitório, pelo Enzo, pelo Arthur, pela Maria, pelo Joaquim, por tantas outras crianças que têm no nosso Brasil e que merecem realmente um futuro justo e gentil.

Na sequência, outros integrantes do painel também passaram a mencionar os nomes de seus filhos e familiares: Rafael Costa Ribeiro, Nicole Maria Costa Ribeiro, Arthur Carneiro Marchezine, Giovanna, Gabriela, Henrique José Dunice, Alice Dunice e Enzo.

Mais do que uma homenagem pessoal, o gesto acabou representando simbolicamente o próprio eixo central do debate sobre desenvolvimento sustentável: a responsabilidade intergeracional e a construção de um futuro mais humano, equilibrado e digno para aqueles que virão depois de nós.

Neste Dia das Mães, o episódio ressurge como uma imagem emblemática da conexão entre afeto, cuidado, responsabilidade coletiva e preservação do futuro.

 

“Ganha quem se importa”

O encerramento da conferência foi conduzido pelo conselheiro federal suplente da OAB e presidente da Comissão Especial de Direito Bancário e Instituições Financeiras do CFOAB, Marcos Délli Ribeiro Rodrigues, ao lado do conselheiro da OAB/DF, representante do Conselho Federal da OAB na Comissão Nacional dos ODS da Presidência da República (CNODS/PR) e coordenador institucional do evento, Sóstenes Marchezine.

Ao concluir os trabalhos, Marcos Délli retomou uma reflexão inspirada no legado do ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, conectando sustentabilidade, cidadania e responsabilidade humana.

Ganha quem se importa”, afirmou.

Segundo ele, os debates sobre Agenda 2030 e ESG somente fazem sentido quando conectados à proteção da vida, à dignidade humana e à construção de uma sociedade mais solidária para as próximas gerações.

Nós, advogadas e advogados, nos dedicamos pensando nos nossos filhos e filhas, no bem maior da humanidade, em pautas como a Agenda 2030, 2050, até onde for, em prol da sustentabilidade, da cidadania, da esperança e de uma humanidade mais solidária”, declarou.

Em seguida, comparou o conhecimento compartilhado durante a conferência ao plantio coletivo de sementes.

O que nós aprendemos aqui, nós temos que fomentar. Não só plantar uma semente, várias sementes. Que essas sementes se transformem em árvores, essas árvores gerem frutos e nós degustemos esses frutos”, disse.

 

Sustentabilidade, cuidado e responsabilidade coletiva

Ao longo de toda a conferência, representantes da advocacia, do sistema de Justiça, da academia, do setor público, da iniciativa privada e da sociedade civil organizada discutiram caminhos para a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no Brasil.

Mas foi justamente no momento mais espontâneo do evento — quando mães e pais passaram a pronunciar os nomes de seus filhos diante do plenário — que a pauta encontrou uma de suas traduções mais humanas.

A cena acabou transformando um debate frequentemente tratado sob perspectivas técnicas, regulatórias ou institucionais em uma reflexão direta sobre cuidado, pertencimento, continuidade e responsabilidade coletiva.

Neste Dia das Mães, o simbolismo ganha ainda mais força ao recordar que grande parte da construção de valores ligados à solidariedade, à proteção da vida, à educação e à responsabilidade social nasce, justamente, dentro das famílias.

 

Sobre o evento

A “Advocacia Brasileira na Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)” integrou o calendário oficial das Etapas Livres da 1ª Conferência Nacional dos ODS, vinculada à Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS), da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Promovido pelo Conselho Federal da OAB, o encontro reuniu ministros, parlamentares, integrantes do sistema de Justiça, especialistas, representantes da advocacia, da academia, do setor empresarial e da sociedade civil organizada para discutir o papel da advocacia brasileira na implementação da Agenda 2030 e na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável no país.