AGU e Instituto Global ESG lançam edital para obra coletiva sobre Governança Sustentável no novo Sistema Fiscal e Tributário
Publicação reunirá artigos técnicos e acadêmicos sobre o impacto socioambiental das finanças públicas e dos instrumentos fiscais brasileiros, como desdobramento do Simpósio de Instrumentos Fiscais e Tributários Sustentáveis – edição especial do Global Meeting – Circuito COP30
George Vieira - Instituto Global ESG
A Advocacia-Geral da União (AGU), o Instituto Global ESG e a Escola Superior da Advocacia-Geral da União (ESAGU) lançaram, nesta terça-feira (29), o edital de chamada pública para a submissão de artigos à obra coletiva Governança Sustentável: A visão brasileira do novo Sistema Fiscal e Tributário com impacto socioambiental. A publicação será um dos principais marcos editoriais do Global Meeting – Circuito COP30, em sua edição especial dedicada ao Simpósio de Instrumentos Fiscais e Tributários Sustentáveis, realizado no mesmo dia em Brasília.
A proposta editorial surge em um momento de inflexão normativa no país, com a promulgação da Lei nº 15.103/2025, que instituiu o Programa de Aceleração da Transição Energética (PATEN), o novo Fundo Verde e os Acordos de Transação Tributária Sustentáveis. Esses instrumentos estruturam uma nova base jurídica, institucional e econômica voltada à justiça fiscal, à inovação regulatória e à sustentabilidade como eixo estratégico da governança pública.
“O Brasil caminha para consolidar um modelo fiscal e tributário ancorado em princípios éticos, responsabilidade socioambiental e inovação institucional. Esta obra coletiva pretende ser um referencial nesse processo, articulando ciência, direito e políticas públicas em uma mesma plataforma”, afirma o advogado-geral da União, ministro Jorge Messias, que assina a organização da publicação ao lado de Alexandre Arnone, presidente do Instituto Global ESG, chairman do Grupo Arnone e sócio-nominal da Arnone Advogados.
Segundo Arnone, a obra é um reflexo direto do avanço das agendas ESG no ambiente institucional brasileiro.
“Estamos reunindo as melhores mentes e experiências do Brasil para estruturar uma governança fiscal que dialogue com os desafios climáticos e sociais do século XXI. A publicação é orientada pelos 20 Princípios Norteadores do ESG para o Desenvolvimento Sustentável e conecta os trabalhos dos Conselhos Permanentes de Finanças Sustentáveis e de Instrumentos Fiscais e Tributários Sustentáveis do Programa ESG20+.”
Coordenação editorial e Comitê Científico
Durante o painel de encerramento do Simpósio de Instrumentos Fiscais e Tributários Sustentáveis – edição especial do Global Meeting – Circuito COP30, a advogada Fabiana Favreto foi a responsável por apresentar publicamente o edital da obra coletiva, em nome da coordenação editorial. A iniciativa foi recebida com destaque e simbolizou o marco inaugural da chamada pública para autores de todo o país.
“A proposta editorial foi cuidadosamente estruturada para assegurar qualidade técnica, rigor jurídico e diversidade temática. Os critérios foram concebidos com base nas melhores práticas editoriais para publicações de impacto. Essa é uma oportunidade concreta de unir academia, Estado e sociedade civil em torno de soluções estruturantes para o Brasil”, destaca Fabiana Favreto.
A obra tem coordenação e comitê compartilhados entre representantes da advocacia pública e privada, do sistema de justiça, da academia e da sociedade civil, reafirmando sua natureza multissetorial e seu compromisso com a construção coletiva de uma nova governança fiscal e tributária para o Brasil.
Coordenação editorial:
- Sóstenes Marchezine – Conselheiro da OAB/DF, vice-presidente do Instituto Global ESG, cofundador do Movimento ESG na Prática, secretário-executivo da Frente Parlamentar ESG na Prática (FPESG) e diretor-geral do Programa ESG20+
- Fabiane Oliveira – Presidente do Instituto de Estudos Jurídicos Aplicados (IEJA) e da Casa Educação
- Fabiana Favreto – Advogada, conselheira do Instituto Global ESG, com mais de 15 anos de atuação na chefia de gabinete de ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
- Leila de Moraes – Chefe de gabinete do Advogado-Geral da União
- Teresa Villac – Procuradora-chefe da Procuradoria Nacional de Defesa do Clima e do Meio Ambiente (Pronaclima/AGU)
- Anelize de Almeida – Procuradora-Geral da Fazenda Nacional (PGFN/AGU)
- Adriana Maia Venturini – Procuradora-Geral Federal (PGF/AGU)
“O lançamento deste edital representa um passo concreto na consolidação de uma nova visão fiscal para o país, que une responsabilidade ambiental, justiça social e modernização jurídica”, afirma Sóstenes Marchezine.
“É uma publicação que nasce de um esforço conjunto entre grandes instituições do país, com compromisso técnico e responsabilidade pública. Um trabalho colaborativo que tem tudo para deixar legado”, complementa Leila de Morais.
“Esta coletânea amplia a compreensão sobre os mecanismos jurídicos e fiscais disponíveis para promover a transição ecológica. Trata-se de uma contribuição robusta e atual para o campo jurídico e institucional brasileiro”, reforça Teresa Villac.
“Conectamos diferentes campos do direito e da política pública para promover uma visão sistêmica e integrada da sustentabilidade fiscal. O caráter formativo e estratégico desta publicação reforça seu impacto a longo prazo”, destaca Adriana Maia Venturini.
Comitê Técnico e Científico Editorial:
- João Carlos Souto, diretor da Escola Superior da Advocacia-Geral da União (ESAGU)
- Rita Nolasco, procuradora da Fazenda Nacional
- Professor Marcelo Turine, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Facom/UFMS)
- Professora Rosamaria Padgett, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Esan/UFMS), coordenadora da UniSustentável – Rede Brasileira de Instituições de Ensino Superior para o Desenvolvimento Sustentável, que congrega mais de 30 universidades e institutos públicos de ensino superior comprometidos com a Agenda 2030
- Professor Marcos Vinícius da Cruz Coelho, presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (FAPEC)
- Ari Rogério Ferra Júnior, doutor em Direito Civil pela USP/Camerino e assessor especial da FAPEC
- Paulo Carlos da Silva, apoio técnico, Instituto Global ESG
“Essa é uma iniciativa que valoriza o conhecimento aplicado e o papel das instituições públicas na promoção de uma governança fiscal moderna, baseada em dados, legalidade e compromisso com o bem comum”, destaca João Carlos Souto.
Eixos temáticos para submissão
A chamada pública está estruturada em cinco eixos temáticos, que acolhem uma abordagem crítica, multidisciplinar e aplicada sobre os principais desafios da política fiscal contemporânea. Os artigos poderão abordar:
- Sistema Fiscal e Tributário Sustentável
– Propostas e análises sobre redesenho constitucional e normativo do sistema tributário; justiça fiscal, progressividade e desoneração; instrumentos jurídicos e operacionais de transações tributárias sustentáveis. - Finanças Públicas e ESG
– Articulações entre orçamento público, finanças sustentáveis e a agenda ESG; fundos climáticos e de transição; governança das receitas e despesas públicas; papel dos bancos públicos e instituições financeiras. - Governança Sustentável, Controle e Justiça Fiscal
– Transparência fiscal, integridade na arrecadação e aplicação de recursos; papel dos tribunais de contas, controladorias, corregedorias e demais instâncias de controle interno e externo na implementação de políticas fiscais alinhadas à sustentabilidade. - Marco Regulatório e Inovação Normativa
– Instrumentos legislativos, jurisprudenciais e infralegais que impulsionam a transição ecológica por meio do sistema tributário; normativos federais, estaduais e municipais; contribuições ao Marco Regulatório do ESG para o Desenvolvimento Sustentável (MRESG). - Estudos de Caso e Experiências Federativas
– Exemplos práticos de políticas públicas, programas fiscais ou modelos institucionais desenvolvidos por municípios, estados ou entes federais com impacto ambiental, social e de governança; análise de dados e avaliação de resultados.
Submissão de artigos
Os artigos devem ser inéditos, com autoria individual ou em coautoria de até três autores, sendo obrigatória a titulação mínima de mestre para ao menos um dos proponentes. O texto deve conter entre 5.000 e 8.000 palavras (incluindo notas de rodapé, mas excluindo resumo e referências).
As contribuições devem ser redigidas em português, com linguagem técnico-científica, respeitando as normas da ABNT e estruturação clara: título, identificação do(s) autor(es), resumo, palavras-chave, introdução, desenvolvimento, conclusão e referências bibliográficas.
O prazo para envio é de 1º de agosto a 30 de setembro de 2025, para o e-mail: editorial@institutoglobal.org, com o assunto: Submissão – Livro Governança Sustentável – Sistema Fiscal e Tributário. O processo de avaliação será conduzido por comissão editorial especializada, garantindo diversidade, excelência e aplicabilidade prática.